terça-feira, 27 de julho de 2010

Praça em Sergipe é único local brasileiro concorrente a Patrimônio Mundial


É no interior de Sergipe que se encontra uma das únicas e mais conservadas manifestações arquitetônicas da colonização espanhola no Brasil. A peculiaridade, aliada a um razoável nível de preservação de sua feição original, fez de uma praça na cidade de São Cristóvão o único lugar no Brasil que concorre ao título de Patrimônio Mundial neste ano.

O conjunto arquitetônico é formado por construções públicas e religiosas no entorno da praça São Francisco, edificada entre 1580 e 1640. Ela foi fundada para simbolizar a união entre Portugal e Espanha, quando os dois reinos estiveram sob uma mesma coroa no período colonial.

O lugar concorre com outros 38 "sítios", metade deles localizados na Europa, Estados Unidos e Austrália. A escolha ocorre nesta semana em Brasília, que sedia a 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, com 800 representantes de 187 nações.

A discrepância da única indicação brasileira em relação a outros países é reconhecida pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, que também comanda o comitê que avalia os pedidos:

- Existe o desequilíbrio e supervalorização do patrimônio da Europa e da América do Norte. É preciso reconhecer o patrimônio árabe, africano, latino-americano e asiático, gerar um equilíbrio não no sentido aritmético de parcelas iguais, mas que a gente não caia no etnocentrismo.

O ministro ressaltou, porém, que, entre os países em desenvolvimento, o Brasil só tem menos patrimônios que o México. Possui 17 bens declarados patrimônio mundial, sendo dez culturais - como os centros históricos de Ouro Preto (MG), Olinda (PE), São Luís (MA) e Salvador (BA) -e sete naturais - como o Parque Nacional do Iguaçu (PR), Pantanal (MT e MS) e Fernando de Noronha (PE).

No mundo, existem 890 bens declarados como patrimônio mundial, sendo que 49% estão na América do Norte e Europa, 21% na Ásia e regiões do Pacífico, 14% na América Latina e Caribe, 9% na África e 7% em países árabes. Para alcançar o título, são levados em conta dez critérios, de forma que o bem seja "excepcionalmente representativo" do ponto de vista cultural, histórico, urbanístico, geológico ou natural.

No evento, será avaliada ainda a situação de 36 patrimônios que correm o risco de entrar na lista de bens em perigo, pelo mal estado de conservação. O Brasil não tem nenhum bem nesta situação. Mesmo assim, há problemas a serem enfrentados, como explica o presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Luiz Fernando Almeida:

- O maior desafio são áreas que contornam. Precisamos estabelecer que a qualidade de conservação daquilo é patrimônio da humanidade de estenda para todo o centro histórico dessas cidades.

Ainda nesta segunda-feira, foi assinado um acordo entre o Ministério da Cultura e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para criar, no Brasil, um Centro Regional de Formação para Gestão do Patrimônio. O órgão, a ser instalado no Rio de Janeiro, irá capacitar gestores públicos para a preservação do patrimônio, atendendo também países da América do Sul e de países africanos de língua portuguesa.

Fonte: Renan Ramalho, do R7, em Brasília

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Patrimonial - Shoppings da região garantem que sistemas de segurança são confiáveis

Quem poderia imaginar que um homem fortemente armado entraria em um cinema de shopping center e faria dezenas de vítimas. Quem poderia imaginar também que quadrilhas armadas fariam assaltos a joalherias de shoppings? Mas tudo isso aconteceu e a falta de segurança está invadindo os shoppings. Com isso esses locais estão investindo mais em seus sistemas de segurança. Para o advogado especialista em direito do consumidor Arthur Rollo, as quadrilhas que antes assaltavam bancos, agora migraram para os shoppings, onde não há detectores de metal, seguranças armados e há grande oferta de produtos valiosos como jóias.

"Ultimamente temos visto roubos cinematográficos, onde quadrilhas atuam para levar pertences valiosos de joalherias. Isso, em curtíssimo espaço de tempo, aconteceu em três oportunidades. A primeira conclusão é que a máquina estatal está falida e não consegue garantir aos cidadãos um mínimo de segurança. A segunda conclusão é que houve a migração do crime. Quem antes assaltava banco agora assalta shopping centers frente ao investimento em segurança realizado pelas agências", continua.

Para Arthur Rollo, a falta de segurança afeta o direito do consumidor. "O consumidor busca o shopping pela segurança e pela comodidade. A segurança, portanto, é elemento fundamental nas expectativas do consumidor. Todo o consumidor que tiver um dano decorrente da falta de segurança nos shoppings, pode promover ação no Judiciário a fim de ressarcí-lo".

INVESTIMENTOS
O Shopping Metrópole, de São Bernardo, informou ter um efetivo de segurança dimensionado para atuar 24 horas em toda a extensão do shopping, e investe constantemente em estrutura e treinamento. Segundo a assessoria, houve este ano um aumento no sistema de segurança, mas não informou se isso foi motivado pelos ataques a shoppings. "Neste ano, o Shopping investiu ainda no aumento do número de câmeras de segurança, localizadas em pontos estratégicos, monitoradas ininterruptamente. Além disso, houve aumento de efetivo próprio, e investimento em novos equipamentos. Algumas operações contam ainda com reforço especial na segurança", informa em nota.

O Shopping ABC, em Santo André, informou que os assuntos relacionados à segurança, são estratégicos e por isso detalhes não podem ser revelados. A assessoria de imprensa do centro de compras, informou no entanto que o local conta com muitas câmeras, e que o sistema passa constantemente por modernização. A assessoria informou ainda que de um ano para cá não foram registradas ocorrências.


Fonte: ABC Repórter

Espionagem Empresarial - Chineses tinham espiã na GM

Ex-funcionária da GM é presa por espionar híbridos para chineses

Uma antiga colaboradora da General Motors dos Estados Unidos foi presa hoje (23) acusada de espionagem industrial. Segundo a polícia norte-americana, a funcionária teria obtido informações sigilosas sobre os sistemas híbridos que a gigante de Detroit estudava. Estima-se que as informações conseguidas pela mulher valham US$ 40 milhões.

Segundo informações internacionais, o FBI (a Polícia Federal dos EUA) encarcerou Shanshan Du, ex-funcionária da GM, e Yu Qin, seu esposo. Ambos são cidadãos estadunidenses, pelo que se tem notícia. Eles teriam acessado informações sigilosas entre 2003 e 2006 quando a mulher pediu transferência do departamento onde trabalhava. Acessando os arquivos, ela copiou arquivos sobre os sistemas híbridos para um disco rígido da empresa de seu marido. Yu Qin teria acordado com a gigante Chery para ter acesso à tecnologia.

Este não é o primeiro caso de espionagem industrial que envolve uma companhia chinesa. Em outubro de 2009, um funcionário chinês da Ford roubou vários segredos industriais da marca e ofereceu a várias gigantes do setor. Ele foi preso pouco tempo depois.

Com tais escândalos, a indústria chinesa de automóveis fica com a imagem cada vez mais desgastada. Anteriormente - e até hoje, na verdade - tinha acusações de plágio de desenhos de veículos, o que se comprovava com simples fotografias. No entanto, os casos de espionagem industrial tornam as ações das empresas daquele país cada vez mais lamentáveis, por irem ainda mais a fundo na violação de propriedades e patentes.


Fonte: All Cars

Legislação - Proposta cria horário gratuito na TV para órgãos de segurança

A Câmara examina o Projeto de Lei 7309/10, do deputado Silas Câmara (PSC-AM), que assegura horário gratuito no rádio e na televisão para órgãos de segurança (Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e polícias Civil, Militar e Federal). Poderão ser abordados temas relacionados à segurança, bem como instruções sobre procedimentos em casos de emergência e calamidade.

Pela proposta, os programas deverão ser transmitidos entre as 20h e as 22h das segundas-feiras, em um único bloco com duração máxima de cinco minutos. Cada órgão poderá fazer uso do horário gratuito uma vez por ano. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal.

“Com informação, a sociedade pode identificar focos de comportamentos criminosos. Pode agir de maneira correta na prevenção de acidentes. Pode saber como se comportar em casos de catástrofes”, afirmou Silas Câmara.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara

Preserve o meio ambiente!!!!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O que os presidenciáveis pretendem fazer quanto a segurança pública se eleitos"



Por: Cecília Olliveira

Candidata: Marina Silva (PV)


Marina Silva também faz a divisão entre Segurança Pública e Defesa Nacional, coisa muito importante. Mirando em “Transparência e livre acesso à informação, Trabalhar com base em metas e indicadores e Profissionalização na administração pública”, aspectos primordiais para a construção de qualquer política pública, em quaisquer que seja a área, a candidata descreve o que pretende para a segurança dos cidadãos brasileiros. Veja abaixo:

“Reestruturação da Segurança Pública - Garantir o pleno exercício dos direitos e liberdades constitucionais por meio da implantação de uma Nova Estrutura Institucional da Segurança Pública, combinando a mudança do modelo policial com o investimento em políticas intersetoriais preventivas, para que se constitua- um sistema integrado, pautado na equidade do acesso à Justiça, valorização dos profissionais que atuam no sistema com carreira unificada e salários dignos, correspondentes à importância e aos riscos de sua função, colaboração entre esferas de governo (União, Estados e Municípios) e na interação participativa com a sociedade. Discutir com a sociedade a política de drogas e investir no esclarecimento, na prevenção e no tratamento dos dependentes. Focalizar a problemática das armas e do crime organizado (envolvendo as polícias, como as milícias) como alvos centrais de recursos, ações, esforços concertados em todos os níveis e por todas as instituições pertinentes”.

“Defesa Nacional - A modernização das Forças Armadas e a incorporação da missão de proteção do meio ambiente, particularmente dos grandes e é os sistemas brasileiros, serão objetivos prioritários da política de defesa nacional, bem como a adequação dos seus efetivos às necessidades constitucionais, o aprimoramento da capacidade operacional das nossas Forças Armadas, a elevação do seu nível tecnológico, foco na preservação e defesa dos recursos marítimos e do potencial hídrico da Amazônia, e em geral ao controle efetivo sobre as fronteiras”.

Comentário do Blog: http://armabranca.blogspot.com

A candidata do PV toca no ponto crucial para que qualquer expectativa acerca da Segurança Pública saia do papel: “mudança do modelo policial (...) valorização dos profissionais”. Enquanto não se mudar o ciclo ‘quebrado’ das polícias e a corrupção não for extirpada da corporação, grandes mudanças não poderão ser vistas.

Apesar de ser taxada religiosa, Marina é a única que propõe o debate sobre as drogas com a participação da sociedade. Outro dia postei no twitter que o que sustenta a atual política da ‘guerra as drogas’ é exatamente a falta de conhecimento sobre o assunto. Grata surpresa foi ver que a candidata contempla o investimento no esclarecimento em seu plano de governo.


Comentário do blog: pergunteaoconsultor.blogspot.com


De certo que nesta época todos se apresentem comovidos e envolvidos em encontrar uma solução mais sensata para toda essa problematica que envolve a seguranla pública, porém entre todas as respostas a pergunta do blog: http://armabranca.blogspot.com esta da candidata Marina Silva foi a escolhida por nós como a que única que deveria ser postada em noss blog :pergunteaoconsultor.blogspot.com , pelo simples fato de ter sido a mais coerente e verdadeira dentre todas, com isso fica o alerta aos eleitores, procurem conhecer de fato seus candidatos, isso é uma forma de prevenção!!! Elder dos Anjos - falecom@elderdosanjos.com.br

Violência sedutora


Alguém já se perguntou porque as manchetes dos grandes jornais praticamente só anunciam atos de violência? Quando ligamos a televisão e assistimos a um noticiário quase 99% das notícias são de violência, que inclui homicídio, latrocínio, suicídio, acidentes. etc..

Alguém pode estar dizendo:

...“não tenho opção, não gosto de violência, mas a mídia só fala de violência, o que vou fazer?”

Outros podem estar falando:

... “ é importante podermos estar acompanhando esses noticiários porque nos prevenimos contra possíveis ataques de violência, mas não tenho nada a ver com isso, se pudesse não veria.”

Será que realmente a violência não nos atrai? Será que realmente não temos nada a ver com isso? Ou de repente só estamos auxiliando a Justiça Divina com as nossas investigações e conclusões muitas vezes precipitadas dos casos de violência que chegam ao nosso conhecimento?

Jung, fundador da psicologia analítica, já falava que cada ser humano possui um aspecto da personalidade desconhecido chamado de ‘sombra’, que seria a personificação daquilo que não queremos ver, imagem do mal oculta no agir humano; Mas por esse lado obscuro ser tão contrário ao que acreditamos que somos ou que gostamos, acaba vindo à tona e nos causando grandes conflitos.

Tudo isso nos faz pensar que o Ser Humano – ainda arraigado ao orgulho, a vaidade e aos instintos ligados às emoções – tem uma dificuldade tremenda para agir racionalmente, e esse esforço temos que agradecer à espiritualidade, trazida em religiosidade, Nela podemos nos orientar a partir de normas rígidas de conduta em relação a um poder superior, ao nosso semelhante e até à legislação do país onde vivemos, independente da nossa crença

Ainda é muito difícil não nos envolvermos com a violência, pois temos mais de 50% de violência dentro de nós e é esse lado, ou essa sombra, como denominou Jung, que nos atrai para as manchetes de jornal, noticiários que falam de violência, e faz com que sintamos uma certa saciedade. Difícil de acreditar?

Não acho. Afinal quem de nós, ao acompanhar um caso de violência, não torce para que o culpado sofra a mesma coisa que provocou no outro? Qual de nós não fica feliz quando o culpado ou considerado culpado, muitas vezes por nós mesmos, é pego? Isso quando não acompanhamos esses tais casos como capítulos de uma telenovela, com direito a reprises e tudo...

Já está na hora de nos conscientizarmos do nosso ‘eu’ escondido, dos nossos instintos adormecidos e, aos poucos, refinarmos as nossas emoções. Podemos sim começar a peneirar e selecionar melhor o que assistimos, o que lemos - só depende da nossa vontade.

Lembrem-se que a nossa mente funciona como um aparelho de rádio ou televisão, só que com uma freqüência muito mais avançada. E de acordo com o nosso pensamento vamos sintonizando no Universo atitudes e pensamentos afins: se pensamos paz, vamos atrair paz; se pensamos em violência, só nos resta atrair violência; tudo em um movimento de ação e reação.

Fonte:
www.plenamulher.com.br
Haidy Nese - haidy.psicologia@ibest.com.br



" Vale a reflexão: Muito bom, Dra. Haidy"
Elder dos Anjos

terça-feira, 20 de julho de 2010

Proteção - Blindagem para escolas em risco

Secretária de Educação diz que, se comunidade solicitar, unidades em áreas de conflito receberão proteção especial.

Rio - A Secretaria Municipal de Educação admitiu, ontem, que quer instalar blindagem à prova de balas nas paredes e janelas das 150 escolas do Amanhã — localizadas em áreas de conflito. A iniciativa já vinha sendo analisada antes da morte do estudante Wesley Guilber de Andrade, 11 anos, no Ciep Rubens Gomes, em Costa Barros, na sexta-feira, e ganhou força com o episódio. A decisão, no entanto, levará em conta os efeitos psicológicos que a medida pode provocar em professores e alunos. Hoje, reunião será realizada no colégio para decidir sobre a antecipação das férias escolares.

“Vou conversar com a equipe escolar e verificar se isso (blindagem) pode ser útil. Esta semana, teremos uma equipe de psicólogos e assistentes sociais na escola, e eu vou lá ver com eles o que pode ser feito. Se eles acharem bom, vamos fazer, sim”, explica a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.

Ontem, o prefeito Eduardo Paes disse que um dos caminhos para se evitar novas tragédias é a política da pacificação. “Quantos Wesleys já não foram salvos na Cidade de Deus e em comunidades pacificadas? Temos é que avançar nisso com a educação. Ter a cidade pacificada não é fácil”, afirma.

A sugestão dos professores do Ciep, onde Wesley estudava, é que as férias, marcadas para dia 26, comecem uma semana antes. “Nossa intenção é retornar para a escola somente em agosto. Está faltando apenas uma semana para o recesso, e todos os professores ainda estão muito abalados", avalia o professor Felipe Ribeiro, que leciona na unidade municipal desde 2008.

Segundo Ribeiro, um temor dos professores é de que as aulas recomecem sem que sejam tomadas medidas para aumentar a segurança no Ciep. “Havia uma preocupação com a segurança do lado de fora, onde os tiroteios eram frequentes. Não imaginamos que algo tão terrível pudesse acontecer dentro da escola”.

Ano passado, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) encaminhou dossiê ao Ministério Público solicitando reforço na segurança nas escolas. O documento cita as escolas municipais Noel Rosa, em Vila Isabel, e Henrique Foréis, no Complexo do Alemão, que, assim como o Ciep Rubens Gomes, foram alvo de episódios de violência. Segundo o Sepe, além das 150 escolas do Amanhã, há mais 50 colégios públicos em áreas violentas na capital. São pelo menos 109 mil alunos e mais de 5 mil professores e funcionários em risco.

Chefe da PM: “O combate não é o cerne da estratégia”

Em reunião no Quartel General da Polícia Militar dias antes da operação nas favelas da Pedreira e Quitanda, o comandante geral, coronel Mário Sérgio Duarte, afirma ter ressaltado que o "combate não era o cerne da estratégia". Todos os comandantes de batalhão do estado foram convocados para o encontro. “O principal tema foi a abordagem de veículos e de cidadãos. Reforçamos a necessidade de não se atirar em carros. Evidenciei na reunião que "combate" não era o cerne da nossa estratégia, mas a proteção da população", afirmou o coronel.

O coronel Fernando Príncipe disse que sua saída do 9º BPM (Rocha Miranda), decidida depois da morte de Wesley, representa a vitória do tráfico. Ele acredita que não fazer operações numa área como o Morro da Pedreira é se omitir da responsabilidade. “A única forma de combater a criminalidade é desarmando os delinquentes. E você não faz isso mandando uma radiopatrulha circular numa área que tem um cenário de Afeganistão pós-guerra. Tem que ir para o combate. Só trabalha com teoria de pacificação onde se tem possibilidade real.”


Fonte: O Dia

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Falso “Torpedão do Faustão” faz vítima em Rio Preto

16/7/2010 - Região Noroeste

Durante a Copa do Mundo 2010, a Rede Globo lançou a promoção “Torpedão do Faustão”, onde a pessoa deveria enviar um torpedo SMS para o número citado na emissora e assim, concorrer a prêmios.

Porém, criminosos se aproveitaram da promoção a nível nacional e resolveram criar um falso “Torpedão do Faustão”, onde sete pessoas já foram vítimas em São José do Rio Preto.

E a vítima dessa vez foi a corretora de seguros rio-pretense G.L., 38 anos, moradora do bairro Jardim Nazareth, que perdeu R$ 85 ao cair no golpe do falso prêmio de R$ 50 mil da “promoção”.

G.L. conta que não desconfiou do golpe porque comprou os torpedos para participar da promoção. Na tarde de ontem, a mulher recebeu uma mensagem por celular afirmando que ela havia ganhado R$ 50 mil em barras de ouro e pedindo para ela retornar a ligação para outro número.

Minutos depois, a corretora de seguros recebeu uma nova ligação de um número privado, com orientações de como proceder para receber o prêmio. Na realidade, a vítima foi induzida a fazer uma transferência de R$ 85 para a conta do golpista.

O falso auditor ainda pediu para que G.L. fosse até sua casa mergulhasse o extrato em um copo com álcool ou perfume e, caso aparecesse uma bandeira do Brasil no papel, ela ganharia uma casa no valor de R$ 180 mil com um carro na garagem. Mas a vítima não o fez por suspeitar que aquilo fosse um golpe.

A Polícia Civil investiga todos os casos e suspeita que o crime seja aplicado por golpistas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: www.fraudes.org

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Seg. Patrimonial - Segurança atira em cliente de banco na cidade de Penedo

Um segurança da agência do Banco do Brasil da cidade de Penedo atirou contra um cliente, na manhã desta quinta-feira, após uma rápida discussão entre os dois. Testemunhas contaram que o vigilante foi insultado pelo correntista logo após a porta giratória do banco ter travado. A vítima foi parar na Unidade de Emergência do município e o segurança na delegacia.

Militares do 11º Batalhão informaram que os dois discutiram por conta do constrangimento do cliente ao ser impedido de ter acesso à agência pelo travamento da porta. Ao tomar satisfação, o correntista teria insultado o vigilante, que também revidou a agressão verbal. Populares também contaram que houve troca de socos entre os dois, o que culminou no disparo da arma.

Jorge Barbosa da Silva era o cliente e Ademir Santos o segurança. Quem presenciou o fato afirma que tudo aconteceu muito rapidamente. A reação do vigilante em sacar o revólver e dispará-lo uma vez foi quase que impulsiva, conforme as testemunhas.

Ainda não se sabe qual o estado de saúde de Jorge Barbosa. Ele continua sendo atendido pelos médicos da Unidade de Emergência Antônio de Jesus, em Penedo. Já o segurança presta esclarecimentos na delegacia regional da cidade.

Fonte: O Jornal

Patrimonial - Paraná tem 65 mil vigilantes ilegais, diz sindicato

A clandestinidade ainda domina a atividade de segurança privada no Paraná. De acordo com estimativas dos sindicatos do setor, para cada vigilante regular existem de dois a três que trabalham sem a Carteira Nacional de Vigilante (CNV), documento obrigatório expedido pela Polícia Federal. O documento garante que o vigilante passou pelos cursos de formação e reciclagem necessários e possui qualificação para manejar arma de fogo. Hoje existem 22,6 mil vigilantes regularizados e entre 45 e 65 mil ilegais.

Contratar vigilantes sem treinamento é regra nas empresas clandestinas. Uma consulta dos sindicatos do setor à Junta Comercial do Paraná, em 2008, apontou a existência de 640 empresas registradas para a atividade de segurança privada que não possuíam autorização da PF. O agente da PF Wilson Ferreria Bonfim, da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp), relativiza o número. “Muitas estavam fechadas mas não tinham dado baixa na Junta. As restantes foram notificadas e muitas, fechadas”, diz.

A última operação da PF para atacar o problema foi realizada em 2008. Na época, 53 empresas foram fechadas e outras 96 regularizaram a situação depois de serem notificadas. O órgão também firmou uma parceria com a prefeitura de Curitiba, para impedir que empresas sem autorização obtivessem alvará, e oficiou todos as prefeituras do estado para que fizessem o mesmo. Desde então, no entanto, o trabalho de fiscalização depende de denúncias, principalmente as feitas pelo Sindicato de Vigilantes de Curitiba e Região.

O presidente do sindicato, João Soares, estima que ainda há um grande número de empresas clandestinas. “Muitas ma­­­quiam sua atividade como mo­­­ni­­­toramento eletrônico, que não está sujeita a fiscalização da polícia, mas fazem atendimento de ocorrência com vigilantes armados, o que é exclusivo das empresas de segurança”, aponta. Soares alerta que a contratação de vigilantes sem treinamento acontece nas empresas regularizadas, que somam 74 no estado. “Essa a principal denúncia que recebemos dos trabalhadores. Muitos clientes não checam isso”.

Serviço:

Antes de contratar, o cliente pode exigir a autorização de funcionamento da empresa, a CNV e o certificado de reciclagem do vigilante que prestará o serviço, além de consultar a Delesp, pelo telefone 3360-7671, e o Sindvigilantes, pelo telefone 3332-9293.


Fonte: Gazeta do povo

Seg. Pública - Violência coibida com blindado e cinturão

Portas e janelas gradeadas mostram a preocupação de moradores com a falta de segurança em vários bairros do Subúrbio. Na Rua da Inspiração, na Vila da Penha, por exemplo, muitos já foram assaltados.

Entre eles, o aposentado Valter Muniz, que, indignado, chegou a fazer um levantamento do número de vizinhos vítimas da violência para atrair a atenção das autoridades.

Na pesquisa, ele constatou que entre as ruas São João Gualberto e Lafayette Stokler foram assaltadas 86 residências e quatro estabelecimentos comerciais. Familiares de Valter estão entre as vítimas, assim como ele próprio.

Com o aumento do número de ocorrências nas delegacias da área, a Polícia Civil decidiu implantar um "cinturão de segurança" nas principais vias da Zona Norte. E a Secretaria Estadual de Segurança Pública vai adotar até um miniblindado no patrulhamento.

Fonte: bairros.com

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Como fazer um networking vencedor?





Não tem uma lista de contatos? Ou sua lista é muito pequena? Nesse caso é uma boa pedida investir um pouco de tempo e esforço em conhecer gente nova


Por André Massaro , www.administradores.com.br


Vamos imaginar uma cena que acontece com muita gente. Subitamente você recebe uma ligação de um amigo que há muitos anos não fala com você. A conversa começa com algo do tipo "Há quanto tempo! Você sumiuuuuuu...". Bem, você NÃO sumiu – seu endereço, seu telefone e seu e-mail continuam os mesmos. Você continua freqüentando os mesmos lugares. Qualquer um que quisesse lhe encontrar, a qualquer momento, saberia onde e como...


Você dá "corda" para o amigo, e ele segue falando. Relembra eventos dos "velhos tempos", pergunta se você ainda mantém contato com os colegas de antigamente... Quando chega o momento adequado, ele dá o "bote". Conta que está com problemas, possivelmente desempregado, e está procurando ajuda. Quem sabe uma indicação para um novo emprego?


Bem, o que vimos aqui é um exemplo de como NÃO fazer networking. Tenho certeza que muitas pessoas que estão lendo isso já se viram na situação descrita. Algumas outras podem ainda ter participado de uma cena parecida, mas na embaraçosa situação do "amigo" que só se lembra dos outros quando precisa de alguma coisa...


Fazer networking não é apenas conhecer pessoas e trocar cartões. Um networking vencedor deve ser cultivado de forma muito cuidadosa. Networking é sobre pessoas e relacionamentos, e é um grande equivoco tratar seu networking como aquela coleção de figurinhas da infância, que fica guardada em alguma caixa empoeirada que você só abre em momentos de "surto nostálgico".


A rigor, não existem regras para se fazer um bom networking, mas se fosse para elencar uma "regra principal" do networking vencedor, diria algo como "faça ANTES de precisar". Aproveite os momentos em que as coisas caminham bem e a maré está favorável para desenvolver relacionamentos e cultivá-los. Faça o que puder para conhecer pessoas novas e interessantes, que possam representar oportunidades futuras, mas se esforce ainda mais em cultivar o networking que já tem. Mantenha contato com essas pessoas, interesse-se por elas (no sentido de ser "interessado" e não "interesseiro") e faça um grande favor a si mesmo: Jamais coloque-se na situação constrangedora de ser a pessoa que lembra dos "amigos" apenas quando está em dificuldades.


Uma boa dica para pessoas que querem fazer um networking vencedor é começar com um inventário dos contatos, amigos e colegas. Antes de procurar conhecer novas pessoas, é interessante tentar fazer algo com aquilo que já temos à mão. Há quanto tempo você não dá um "alô" para seus contatos? Ligar de vez em quando ou mandar um e-mail (um e-mail pessoal, por favor nada de e-mails coletivos com mensagens "bonitinhas" ou as infames "correntes") é uma medida muito salutar.Geralmente as pessoas costumam gostar quando damos demonstrações de interesse. Melhor ainda quando não pedimos nada em troca ou insinuamos alguma intenção oculta. Se dermos, periodicamente, uma demonstração de interesse para essas pessoas, certamente será muito mais fácil conseguir algo delas no futuro caso realmente precisemos. Pequenas atitudes como essas fazem com que estejamos presentes na memória de curto prazo das pessoas. Será muito mais fácil sermos lembrados quando elas ficarem sabendo de alguma oportunidade que não interessa para elas, mas elas sabem que seria a oportunidade "da sua vida".


Não tem uma lista de contatos? Ou sua lista é muito pequena? Nesse caso é uma boa pedida investir um pouco de tempo e esforço em conhecer gente nova. Frequentar eventos de interesse de profissionais de sua área, cursos ou mesmo eventos sociais absolutamente despretenciosos. Vale tudo. Em qualquer lugar é sempre possível encontrar pessoas interessantes, mas sempre observando a regra de "fazer antes de precisar".


Deixar para fazer sua rede de contatos quando se está "na pior" é contraproducente. Geralmente quem está na posição de querer algo e não poder contribuir com nada em troca acabará ingressando em redes sociais de baixo nível. Comece a fazer sua rede de contatos e, principalmente, a cultivá-la AGORA. Não espere o momento em que vai precisar dela.



André Massaro é consultor de finanças, criador do programa integrado de desenvolvimento financeiro MoneyFit® e atua como trader independente de derivativos na bolsa de valores. É autor do livro MoneyFit (Editora Matrix).

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Patrimonial - Vigilância particular pode transformar segurança em risco





A proximidade entre famílias é apontada pela Polícia Militar como exemplo para a redução nos delitos, como ocorre com o programa Rede de Vizinhos Protegidos, mas a maior comodidade leva muitas pessoas a contratar vigilantes na tentativa de garantir maior segurança. A facilidade encontrada na terceirização, no entanto, pode resultar em problemas sérios no caso de serem feitos contratos com seguranças sem regulamentação. Muitas vezes, policiais militares são contratados para bicos noturnos, em vez de empresas de segurança. Mas o barato pode acabar caro. Nos dois últimos anos, de acordo com estatísticas da Polícia Militar, houve 91 punições – 43 em 2008 e 48 no ano passado – a policiais que oferecem serviço particular em Minas. Outro grande problema em vigilância particular é a instalação de guaritas nas ruas, sobretudo de maneira irregular, como ocorre em vários bairros da capital.

Em Belo Horizonte, o pagamento por bicos é bem inferior à contratação de profissionais, podendo chegar a R$ 30 por mês por imóvel – o que significa R$ 1 por dia. Em troca, o improvisado vigilante acompanha o morador na entrada do prédio à noite e faz ronda pelas ruas. Acionado pelo celular, o vigilante segue até a garagem e espera o carro entrar e o portão fechar, evitando possíveis delitos. O valor cobrado se deve ao número de clientes. Em apenas uma rua, é possível receber dinheiro de dezenas de famílias e a remuneração do bico pode superar o salário como policial.

A baixa remuneração é um dos motivos apontados pelos militares para não se dedicar exclusivamente ao serviço público. Segundo o professor Ignácio Cano, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e membro do Laboratório de Análise da Violência da instituição, a falta de regulamentação possibilita uma relação ambígua entre público e privado. “O policial usa de seus contatos e influência na corporação para oferecer maior segurança. E, ao vender o trabalho, as pessoas são coagidas a pagar o que é pedido. Se aceitam, têm garantia da vigilância não só durante o bico noturno, mas também orientam os colegas de trabalho, de batalhão ou delegacia, para ficar mais atentos a certos moradores e regiões, que acabam por ganhar reforço”, diz.

Se o estado não consegue remunerar bem os policiais, a solução apontada por Ignácio Cano é que o bico seja regularizado e fiscalizado, para evitar corrupção. “A segurança privada sem regulamentação possibilita também, em casos extremos, a criação de milícias e as consequências podem ser casos ainda mais graves de extorsão, como ocorre frequentemente no Rio de Janeiro e, aos poucos, se dissemina por São Paulo”, explica o especialista.

Segurança particular

De acordo com a Polícia Federal, a legislação vigente prevê que “os condomínios e prédios podem ter vigilantes, desde que os contratem por intermédio de uma empresa de segurança privada regular ou até mesmo podem constituir seu próprio corpo de vigilante. Contudo, deverão ter a autorização do Departamento de Polícia Federal. Além disso, a segurança privada somente é regular se for feita dentro dos limites da propriedade, não podendo ultrapassar o portão de acesso, uma vez que a calçada não é extensão do prédio”.

Segundo o chefe da Corregedoria da Polícia Militar, coronel César Romero Machado Santos, no caso de denúncias, as unidades abrem processo disciplinar e, se confirmado, o militar pode sofrer punições administrativas que vão desde advertência verbal até suspensão, podendo inclusive ser feita transferência de unidade ou região.


Fonte: UAI

( Pior do que não ter segurança , é ter uma falsa sensação de segurança, além disso quem contrata segurança clandestina é diretamente responsável pelo contratado e responde criminalmente por isso. Assim não caia nesse golpe, na dúvida: pergunte ao consultor: falecom@elderdosanjos.com.br )

Prevenção - Projeto obriga empresas a informarem riscos de atividades




A Câmara analisa o Projeto de Lei 7215/10, que obriga as empresas a prestarem por escrito, aos seus empregados, informações sobre os riscos da atividade a ser executada e do produto a ser manipulado. De acordo com o texto, as informações deverão ser divulgadas no início das atividades, anualmente, e sempre que houver mudança de função ou das condições de trabalho.

A proposta muda a Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios da Previdência Social, e é de autoria dos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PCdoB-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP).

O projeto também impõe às empresas a obrigação de garantir, por outros meios, as mesmas informações aos empregados e prestadores de serviço não alfabetizados, sem que isso as isente das devidas responsabilidades legais. De acordo com os autores, o objetivo é disciplinar o cumprimento de normas de segurança e de saúde no trabalho.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo, não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Constituição e Justiça e de Cidadania.




Fonte: Câmara dos Deputados

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Assédio Moral - Acordo propõe realização de palestras sobre assédio moral








Belo Horizonte/MG - A Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte vai promover reuniões, seminários e palestras sobre o tema "Assédio Moral no Trabalho", com o objetivo de prevenir práticas discriminatórias. A iniciativa é uma das obrigações do acordo judicial feito entre a entidade e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

"Incluir uma obrigação específica no acordo sobre a realização de palestras com os trabalhadores e terceirizados, localiza e evita as práticas de assédio, que são efetivamente comuns em relações de poder", ressalta a procuradora Ana Cláudia Nascimento Gomes, que atuou no caso.

No Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado, a Santa Casa se compromete ainda a não realizar qualquer prática vexatória em desfavor de seus empregados e a zelar pela boa convivência social no ambiente de trabalho.

As multas por descumprimento dos termos acordados variam de R$5 a R$25 mil por cada prática discriminatória constatada, revertida ao Fundo da Infância e da Adolescência (FIA).

A Santa Casa assinou o TAC e se comprometeu em realizar as palestras, porém solicitou menção expressa no documento de que não reconhece como coletiva a prática de assédio moral.

A denúncia de assédio moral e sexual partiu da 39º Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Com base em um caso de uma ex-funcionária vítima de assédio moral, o MPT instaurou Inquérito Civil por meio do qual constatou-se as irregularidades descritas pela Vara.

Segundo relatou a vítima em depoimento, até as idas ao banheiro e ao bebedouro eram controladas. Além disso, diversas funcionárias presenciaram o gestor do setor, onde trabalhavam, acessando sites de conteúdo erótico.




Fonte: MPT

Seg.Empresarial - Sequestro gera indenização trabalhista







Gerente de banco que teve família sequestrada é indenizado em R$ 78 mil

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, reformando sentença do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP), condenou o Banco ABN Amro Real S/A, ao determinar o pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 78 mil a um ex-gerente com 25 anos de serviço, que teve sua família sequestrada e mantida em cárcere privado.

No caso analisado, o então gerente, à noite, teve seus familiares - a mulher e duas filhas - sequestradas e mantidas em cárcere privado. Os sequestradores exigiram que ele fosse, na manhã seguinte, à agência bancária em que trabalhava e levantasse a importância de R$ 150 mil, como pagamento do resgate de seus familiares. O gerente conseguiu R$ 50 mil e entregou o valor aos sequestradores, que libertaram a família. Entretanto, alguns dias depois, a empresa o demitiu sem justa causa.

Alegando que sua demissão teria sido decorrente do episódio do qual foi vítima e que, além disso, sofreu humilhação em função do desfecho do caso, ele ajuizou ação trabalhista visando obter indenização por dano moral. Após ter reconhecido, em sentença de primeiro grau (Vara do Trabalho), o dano moral foi excluído da condenação pelo TRT, ao analisar recurso em que o empregador argumentou que simplesmente utilizou seu poder diretivo para demitir o empregado, com o pagamento das verbas previstas na legislação. Quanto à humilhação que teria sido vítima, o TRT avaliou que o fato de o trabalhador, na ocasião em que pediu dinheiro para pagar o resgate, ter se ajoelhado e chorado, é atitude previsível de quem está sob forte emoção motivada pelo sequestro de sua família.

Diante desse posicionamento do Tribunal Regional, o ex-gerente recorreu ao TST, em recurso de revista. Defendeu a reforma da decisão, sob o argumento de que o sequestro era direcionado ao banco, fonte de dinheiro, e a ele, mero empregado. Insistiu na tese de que foi demitido em função do incidente, numa atitude desonrosa e desumana.

Ao analisar o recurso na Quinta Turma, a relatora, ministra Kátia Magalhães Arruda, considerou que o sequestro sofrido pelo gerente e familiares decorreu do vínculo de emprego com o banco. Acrescentou que a atividade desenvolvida pelo gerente põe em risco não apenas a vida e integridade física dos clientes do banco, mas também a de seus empregados. Constatou, ainda, que o banco agiu com abuso de direito, ao dispensar o gerente após o trauma vivido e que, numa situação dessas, "caberia ao empregador oferecer o suporte necessário à recuperação de seu empregado para o seu pleno restabelecimento psicológico, o que não ocorreu".

Para a ministra ao definir o valor da indenização, há necessidade de se averiguar a repercussão da ofensa na vida do empregado, bem como a sua posição social, profissional e familiar, a intensidade do seu sofrimento, o dolo do ofensor e a situação econômica deste. Salienta ainda que se deve ter em vista que "a indenização por dano moral tem como finalidade compensar o empregado pela violação do seu patrimônio moral e desestimular o empregador da prática reputada abusiva". Diante disso fixou em 25 vezes a remuneração do gerente à época (pouco mais de três mil reais).

Processo RR-197000-80.2002.5.15.0006 - C/J AIRR-197040-62.2002.5.15.0006


Fonte: TST