terça-feira, 30 de agosto de 2011

Projeto cria regras para patrão ler e-mails de funcionários

Quando o patrão pode e não pode bisbilhotar os e-mails de seus funcionários (Reprodução/Corbis)



  Deputado de Minas Gerais quer pena de dano moral para empregador que bisbilhotar a caixa postal eletrônica de subordinados sem avisar. Por Hugo Souza

 Tramita desde junho deste ano na Câmara dos Deputados um projeto de lei que “dispõe sobre restrições ao monitoramento de correspondência eletrônica por parte do empregador”. Em outras palavras, sobre quando o patrão pode e quando o patrão não pode bisbilhotar o que seus funcionários escrevem nos e-mails que enviam e recebem a partir de computadores do ambiente de trabalho, na conta corporativa ou na conta pessoal.

Este é um dos temas nevrálgicos das relações entre chefias e subordinados que emergiram junto com as novas tecnologias da informação e da comunicação. Há dois anos uma pesquisa da empresa de segurança em informática Proofpoint mostrou que 38% das companhias norte-americanas com mais de mil empregados mantêm funcionários para inspecionar e monitorar os e-mails dos trabalhadores. Seus motivos: em 43% delas aconteceu vazamento de informação confidencial via e-mail, e 31% dessas empresas já despediram algum funcionário por violação de políticas de envio e recebimento de correio eletrônico.

Abuso de autoridade…

Em sua justificação, o autor do projeto de lei número 1429/2011, deputado Antônio Roberto (PV-MG), lembra que os trabalhadores fazem uso do e-mail hoje em dia com “foi” o uso do telefone “em outros tempos” (sic), e tanto no nível profissional, como no pessoal e afetivo, e acrescenta:

“Temos presenciado, entretanto, uma verdadeira agressão à individualidade da correspondência eletrônica dos trabalhadores, por parte das empresas e também do serviço público, que invadem indiscriminadamente os e-mails dos empregados. Sem arcabouço legal mínimo, tal agressão é, em muitos casos, motivada por abuso de autoridade, ou por situações que caracterizam assédio moral aos empregados”.

Prossegue o deputado Antônio Roberto na justificação do seu projeto de lei:

“Proposta vai ao encontro da preservação da garantia constitucional da inviolabilidade da correspondência, ao mesmo tempo em que garante a estabilidade das relações de trabalho a partir de regras claras. Só serão permitidos monitoramento de e-mails corporativos, em organizações que, prévia e expressamente, informem aos empregados da possibilidade do monitoramento. Assim, a partir de um relacionamento maduro e com todos os envolvidos conscientizados de suas obrigações e direitos, os conflitos que vemos crescer no momento atual serão, certamente, minimizados”.

… ou ‘subordinação virtual’?

Em artigo no site Consultor Jurídico, o diretor do Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico, Alan Balaban Sasson, diz que o projeto do deputado Antônio Roberto é ineficaz e extemporâneo porque, por um lado, na Constituição Federal e na própria CLT existem mecanismos que protegem os dados pessoais do empregado e, por outro, o uso do e-mail corporativo “pode e deve” ser monitorado pelo empregador, tendo em vista que é uma ferramenta de trabalho.

“Caso exista regra clara e específica sobre a impossibilidade do uso do e-mail pessoal no ambiente de trabalho e o empregado tenha ciência que o meio eletrônico é monitorado de forma remota — a subordinação virtual –, não poderá alegar prejuízo futuro caso utilize seu e-mail pessoal no ambiente de trabalho e a empresa tenha ciência do conteúdo utilizado e visualizado”, considera  Alan Balaban Sasson.
Tudo indica que não tardará o tempo em que todo computador de escritório terá um adesivo logo acima do monitor dizendo: “Sorria, você está sendo hackeado!”.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Blindagem - Presidente do TJ pede reforço de 11 carros blindados para segurança de juízes

O assassinato da juíza Patrícia Acioli, na madrugada da última sexta-feira (12), colocou em xeque o sistema de segurança disponibilizado aos juízes do Rio de Janeiro. Baseado em toda a repercussão do fato e nas cobranças recebidas, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo, solicitou o aluguel imediato de cinco carros blindados. Há cerca de um mês, ele já havia ordenado a compra de outros seis veículos semelhantes.

- Desde que eu assumi [há cerca de seis meses], não recebi pedidos por carro blindado, mas mandei comprar seis e agora ordenei que cinco fossem alugados. Vamos colocar à disposição.

Apesar das encomendas feitas, Rebêlo não julga o carro blindado como item essencial e totalmente eficiente. Apesar disso, ele cogita propor um projeto especial que daria desconto a juízes na compra e blindagem de veículos.

- O carro blindado não é tão seguro assim. Os criminosos podem obrigar a pessoa sair do carro, porque não são totalmente seguros. Com isso, a vítima estaria em perigo de qualquer jeito. Mas estamos vendo algumas soluções, como, por exemplo, reduzir IPI dos carros e o ICMS das empresas de blindagem. Mas é algo mais complexo, pois teria de ter a participação dos governos federal e estadual.

Em um discurso extremamente confuso, o presidente do TJ chegou a afirmar que a Patrícia Acioli, que teria dispensado a segurança do tribunal em 2007, contava com uma escolta feita por policiais militares.

- Ela tinha escolta de policiais. Um amigo meu a encontrou uma vez em um shopping de Niterói. Quando ele se aproximou para beijá-la, logo juntaram dois homens, que eram seguranças. 

Minutos depois, questionado novamente sobre os supostos seguranças da juíza, Rebêlo deu um passo atrás e disse nem saber quando o encontro teria ocorrido.

- Eu não posso afirmar nada. Não sei quando foi isso. Foi um encontro casual e ele não soube me dizer. Isso é normal. Esse tipo de coisa é fácil de esquecer, você perde a noção do tempo.

Três juízes em São Gonçalo

O presidente do TJ anunciou que a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo deve passar a ser comanda por três juízes a partir de terça-feira (16). De acordo com o Rebêlo, os magistrados terão escolta policial, caso seja requisitado.

Segundo Rebêlo, serão definidos na noite desta segunda os nomes dos juízes que assumirão o lugar da magistrada Patrícia Acioli.

Além disso, o início da "força-tarefa", que tem como principal objetivo tirar o foco dos juízes, depende da liberação do gabinete de Patrícia, que foi lacrado pelos investigadores da Policia Civil do Rio.

- É provável que comece amanhã Só dependemos da liberação do gabinete e também do cartório do fórum. Eu tenho dois nomes que se ofereceram para assumir a vara. Vamos definir os nomes e anunciar assim que for conveniente.

Os três juízes trabalharão juntos até quando a Justiça considerar necessário.

- Eles vão assumir os casos mais complicados, que estão há mais tempo para serem julgados e vão ficar até quando for preciso, pois hoje a carga de processos no fórum de São Gonçalo é muito grande. Os três juntos podem acelerar isso.


Fonte: R-7

Patrimônio - Cresce a busca por segurança privada



Em todo o Estado de São Paulo, foram criadas quase 400 empresas e mais de 19 mil empregos formais.

O mercado de segurança privada registrou um aumento de 12,8% na geração de empregos no estado de São Paulo em 2010. Ao todo, foram criadas quase 400 empresas e mais de 19 mil empregos formais.
Apesar de não possuir números específicos de Ribeirão Preto, o Sesvesp afirma que a cidade também registra alta. Segundo Eduardo Simonelli, gerente comercial de uma empresa de segurança privada, localizada na Vila Seixas, o crescimento do mercado deve ultrapassar os 15% em Ribeirão. 

"Muito mais do que preservar o patrimônio, os empresários querem garantir a integridade dos funcionários", diz Simonelli.

Um Centro de Formação, situado na Vila Virgínia, forma cerca de 150 vigilantes por mês. De acordo com a vigilante Maísa Araújo de Oliveira, o curso tem duração de 16 dias, totalizando 180 horas. "A procura é grande, principalmente para o curso de vigilante patrimonial, que é o básico", frisa, acrescentando que após a formação, o profissional precisa passar por aulas de reciclagem a cada dois anos. 

A escola também oferece cursos de extensão (transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal) e extracurriculares (monitoramento bancário, segurança eletrônica e brigadista). Regulamentada pela Lei nº 7.102/1983, a atividade é fiscalizada pela Polícia Federal.


Fonte: EPTV

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Blindados - Bope terá novos blindados; polícia testará 3 modelos por um mês



A frota da tropa de elite da Polícia Militar vai ganhar reforço. Três novos modelos de veículos blindados chegarão ao Brasil este mês para serem testados pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Durante um mês, os caveirões importados serão submetidos a uma série de avaliações para saber qual deles poderá ser adquirido pela Secretaria de Segurança Pública. 

Dois modelos já estão no porto de Santos (SP). São de origem sul-africana (Maverick) e francesa (Renault). Ambos são menores que os atuais blindados da frota do Bope (os novos têm capacidade para 13 e 10 combatentes, respectivamente), mas atendem ao conceito de blindados que o batalhão busca - veículos menores e mais velozes no ambiente operacional. O terceiro carro que será testado tem estrutura israelense e tecnologia tcheca. 

Os blindados precisam atender a três pontos considerados fundamentais para as ações operacionais em favelas: transportar a tropa com segurança, ter mobilidade para andar em qualquer tipo de terreno e ser ágil. Também são avaliados o nível de blindagem, a capacidade de adaptação interna e externa e até a abertura das portas. Outro fator importante é saber se a manutenção pode ser feita aqui. 

O resultado dos testes será repassado para a Secretaria de Segurança, que ainda não definiu quantos nem quais modelos irá comprar. O processo de aquisição deve começar no ano que vem.


Fonte: Terra

Danos Morais - Seara terá de pagar R$ 14,6 milhões por danos mor

A Juíza do Trabalho Zelaide de Souza Philippi da 4ª Vara do Trabalho de Criciúma – SC, julgou procedente a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho da 12ª Região (SC), subscrita pelo procurador Jean Carlo Voltolinido, Processo nº 01839-2007-055-12-00-2, condenando a Seara Alimentos a pagar indenização por dano moral coletivo no valor de  R$ 14.610.000,00, correspondendo a 10% do seu lucro líquido auferido no ano de 2010.

Na instrução processual restaram provados os gravíssimos procedimentos adotados pela empresa em desrespeito à legislação protetora da saúde dos trabalhadores, que eram submetidos a trabalhar em meio ambiente desequilibrado e agressivo, sem o fornecimento dos meios de proteção eficientes a neutralizar os riscos de acidentes e ou dos adoecimentos ocupacionais ocorridos, subnotificando a comunicação dos acidentes e adoecimentos ocupacionais, sendo que para mascarar a ocorrência dos infortúnios laborais, quando não exigia trabalho dos adoecidos, exigia a batida do ponto, ainda que o trabalhador pudesse ser dispensado do trabalho.
Conclui a sentença com base nas provas coletadas que a empresa implantava de ritmo frenético de trabalho, em ambiente hostil e com tarefas repetitivas, altamente propensas ao desenvolvimento de doenças ocupacionais, restando evidenciadas uma verdadeira legião de trabalhadores afastados da demandada, alguns em situação irreversível de incapacidade laboral, sem emissão de CAT, o que comprova a prática das repudiadas subnotificações acidentárias.

Essa questão da prática de mercado de subnotificar os acidentes de trabalho é por demais conhecida, sendo que em razão disso o próprio governo aprovou no Parlamento duas ferramentas úteis ao INSS , o NTEP e o FAP. Pelo NTEP o INSS pode conceder o benefício acidentário (B-91), ainda que o  empregador não tenha emitido a CAT – Comunicação de Acidentes de Trabalho, ainda que o empregador tenha dúvida se a ocorrência se caracteriza e ou não como acidente, porque a legitimidade pelo reconhecimento do acidente não é do empregador, mas do próprio INSS.
A obrigação de assegurar meio ambiente de trabalho equilibrado, livre de risco de acidente e ou  de acidentes ocupacionais é do empregador, sendo que se a doença e ou a sequela laboral não for considerada como acidentária, o trabalhador tem direito, igualmente, ao recebimento do auxílio-doença, mas o previdenciário (B-31), cujo benefício pago ao segurado, por não ter fonte de custeio próprio, como ocorre com os acidentários (SAT), o recurso sai do caixa geral da previdência, provocando os seguidos anúncios do governo com o “déficit”  na concessão dos benefícios previdenciários (auxílio doença-comum).

Até o momento em que inexistia normatização legal para regular o NTEP e o FAT era prática comum de mercado, não se emitir a CAT, que por lei é obrigatória, mas se encaminhava o trabalhador acidentado e ou lesionado para o INSS, visando a obtenção pelo trabalhador segurado do auxílio doença-comum (B-31). Mas o INSS sabedor dessas repudiadas práticas de mercado passou a incluir os valores gastos com o benefício previdenciário no cálculo do FAP, dificultando, assim, aos não investidores em prevenção e descumpridores das normas de segurança e medicina do trabalho, de se beneficiarem da redução das respectivas alíquotas relativas ao SAT, descontadas em folha de pagamento para o financiamento dos acidentes de trabalho.

Com isso, o mercado reagiu, passando, agora a mascarar os gravames ocupacionais ocorridos, não mais encaminhando seus trabalhadores adoecidos ao INSS para receberem o benefício, ainda que previdenciário (auxílio doença-comum, B-31), mas exigindo trabalho, ainda que doentes e ou quando não, a assinatura do ponto e logo dispensados, mascarando-se, dessa forma as ocorrências danosas à saúde física e mental de seus trabalhadores.

Além da condenação da empresa demanda no pagamento de indenização por dano social, houve  também condenação por litigância de má-fé e imposição de diversas obrigações de fazer, com as respectivas cominações, acaso haja incumprimento.


Fonte: Consultor Jurídico

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Deixe as baleias namorarem







Pare Angra 3
Pare Angra 3
Olá, ciberativista
Queremos chamar sua atenção para mais uma ameaça à biodiversidade no mar brasileiro. O avanço da exploração de petróleo ao redor do Parque Nacional dos Abrolhos pode colocar em risco este patrimônio natural.
Sua ação neste caso é urgente. O governo já licitou 13 blocos de exploração de gás e óleo na região. Agora, dez empresas nacionais e estrangeiras estão prontas para começar a cavar seus poços.
Para evitar que desastres como o do Golfo do México se repitam no Brasil e destruam ecossistemas marinhos únicos, contamos com seu apoio. O Greenpeace lançou uma campanha pela moratória do petróleo em Abrolhos.
Assine a petição e apoie a moratória do petróleo em Abrolhos

Esta petição será levada aos principais dirigentes das empresas petrolíferas e a representantes do governo. Pedimos a eles que abandonem seus planos de exploração em Abrolhos pelos próximos 20 anos. Isso permitirá que a sociedade discuta os riscos do petróleo na região.
A proposta de moratória envolve uma área de 93.000 km² ao redor do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Excluir o petróleo desta área evitará que qualquer vazamento ponha em risco mais de 1300 espécies.
Ricardo Baitelo
Lugar de natureza exuberante e de corais de mais de 7 mil anos de idade, Abrolhos é também o pedaço de mar preferido das baleias jubarte, animal ameaçado de extinção.
Todos os anos, este mamífero viaja por milhares de quilômetros, desde a Antártida, para fazer das águas cálidas de Abrolhos seu ninho de amor. Agora, o petróleo pode atrapalhar este namoro.
Se você concorda com a preservação de Abrolhos e acha que as baleias devem namorar em paz, mostre seu apoio. Assine a petição e divulgue-a para seus amigos. Deixe que todos saibam a gravidade deste problema.
Obrigada!

Greenpeace online:

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O gigantesco mercado da segurança privada no Brasil


O mercado da segurança privada no Brasil é algo que representa grande destaque na economia do país. Dados de 2009 mostram que em todo o País o mercado de segurança privada e eletrônica movimenta mais de R$ 20 bilhões ao ano. Os números evidenciam um mercado muito promissor. Levantamento realizado pelo Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo) mostra que o Estado de São Paulo foi o que registrou maior crescimento no mercado de segurança privada, no último ano.



De 2010 para 2011 foram gerados mais de 19 mil empregos no Estado de São Paulo, uma alta de 12,8%, totalizando mais de 167 mil postos formais. Já o número de empresas (SP) efetivas chegou próximo a 400, um ligeiro aumento (3%) em relação ao ano anterior.

Atualmente, o Estado de São Paulo concentra 29% das empresas no Brasil; 20% dos cursos de formação de vigilantes e 30% da mão de obra. "Cada vez mais a segurança privada é requisitada pelo serviço público, bancos, indústrias, condomínios e shoppings, que são os maiores contratantes, e isso gera um impacto positivo na criação de emprego. A segurança privada é um dos setores que, atualmente, tem buscado muita mão de obra", explica o presidente do Sesvesp, José Adir Loiola.

Ao todo, o Brasil possui cerca de 1.500 empresas de segurança autorizadas pela Polícia Federal a prestar serviço de segurança privada, que engloba transporte de valores, escolta de cargas, cursos de formação, segurança pessoal e segurança patrimonial e um contingente de 540 mil vigilantes habilitados a prestarem serviços de vigilância privada.

Segurança Privada no Brasil


Pesquisa da USP aponta que já são cerca de 1,1 milhão de pessoas trabalhando na segurança privada, considerando apenas os que estão devidamente legalizados junto à Polícia Federal. Segundo o sociólogo André Zanetic, autor da pesquisa, se forem somadas as pessoas que trabalham informalmente, o número chega a 2 milhões. Para efeito de comparação, segundo Ministério da Justiça, referente ao ano de 2003, há no Brasil cerca de 580 mil policiais civis e militares.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A ABESE mostra a Segurança Eletrônica em Números

Existem no país mais de 10 mil empresas atuantes no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 125 mil empregos diretos e mais de 1,4 milhão indiretos . Nos últimos dez anos, o mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança vem crescendo com taxas médias de 13% anualmente. Em 2010, o setor movimentou a ordem de US$ 1,680 bilhão, com um crescimento de 12% em comparação ao ano anterior.
  • Faturamento de 2006: cerca de US$ 1,026 bilhão
  • Faturamento de 2007: cerca de US$ 1,200 bilhão
  • Faturamento de 2008: cerca de US$ 1,400 bilhão
  • Faturamento de 2009: cerca de US$ 1,500 bilhão
  • Faturamento de 2010: cerca de US$ 1,680 bilhão
  • As empresas de segurança eletrônica estão divididas em: 
  • *   49% revendedores e instaladores
    *   30% monitoradores e integradores
    *   12% distribuidores
    *     9% fabricantes
  • Participação das empresas por categoria (classificação por capital social):
    * 36% individual
    * 33% microempresa 
  • * 16% pequeno porte
     *  9% médio porte
    *   6% grande porte
  • Representatividade do mercado nacional por regiões:
    * SUDESTE: 53%
    * SUL: 22%
  • * CENTRO-OESTE: 12%
  • *  NORDESTE: 9%
    *  NORTE: 4%
  • O mercado de segurança eletrônica cresceu, em média, 13% nos últimos oito anos:
1999  2000 2001 2002  2003  2004  2005  2006  2007  2008  2009 2010
15%   19%  20%  12%    6%    10%   6%     14%   15%   13%   7%     12%
  • Principais tecnologias aplicadas em segurança eletrônica e sua participação de mercado:
    o Sistemas de alarmes contra intrusos: 26%
    o Sistemas de circuitos fechados de TV: 40%
    o Sistemas de controle de acesso: 24%
    o Equipamentos detecção e combate a incêndio: 10%
  • Outras tecnologias
    o Sistemas de Proteção Antifurto para produtos
    o Detecção de metais e explosivos
    o Dispositivos de identificação por biometria
    o Rastreamento de veículos, cargas e seres vivos
  • Tendência mundial em segurança eletrônica
    o Sistemas de controle de tráfego em vias públicas e rodovias
    o Sistemas de Analise Inteligente de Vídeo
    o Sistemas avançados de identificação biométrica
    o Cidade Digital – integração dos registros e informações a disposição dos órgãos competentes (imagens em vídeo, fotos, registros de ocorrências)


Fonte: ABESE

Seg. Patrimonial - PF prende segurança com armas ilegais


A Polícia Federal de Dourados prendeu em flagrante, na noite de ontem, o funcionário de uma empresa de segurança privada transportando três revólveres calibre 38 sem licença. Segundo os policiais, após trabalho de investigação, uma equipe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da PF abordou um veículo caracterizado com o emblema da empresa e verificou que o motorista B.R.C., de 28 anos, supervisor de segurança, transportava as armas entre dois postos de vigilância sem a documentação necessária - Autorização para Transporte de Armas de Fogo e Munições.
Os policiais já haviam verificado, em fiscalizações realizadas na manhã do mesmo dia da prisão, que armas com o mesmo número de registro estavam sendo utilizadas em diferentes postos na cidade e resolveram verificar a ocorrência de um suposto transporte irregular de armas. Além das três armas, foram apreendidas quatro munições. Os responsáveis pela empresa, sediada em Campo Grande, deverão ser notificados e intimados a prestar esclarecimentos sobre o fato. Há aproximadamente um ano, funcionários da empresa já foram presos pela Polícia Federal de Dourados, quando realizavam o transporte irregular de quatro armas e coletes balísticos.
 
De acordo com a legislação vigente, compete à Polícia Federal o controle do transito de armamento, mediante o preenchimento de guia de transporte e recolhimento da taxa de autorização para transporte de armas e munições, serviços disponíveis no site da Polícia Federal (www.dpf.gov.br).


Fonte: A Crítica

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Monitore sua casa à distância – e na palma da mão

Popularização de câmeras IP e a evolução das redes sociais facilitam a vida de quem quer ficar de olho em sua residência ou escritório

Por James Della Valle
Câmera IP (ThinkStock)
Monitorar uma residência não requer mais muito dinheiro, nem exige conhecimentos técnicos aprofundados. A popularização de algumas tecnologias e até mesmo a evolução das redes sociais se encarregaram de facilitar a vida de quem quer ficar de olho em sua casa ou escritório. Basicamente, há dois sistemas para monitoramento remoto. O primeiro, utiliza dispositivos conhecidos como câmeras IP. O outro, mais limitado, opera com ajuda das redes sociais. 

Para colocar o primeiro sistema em operação, é preciso unir hardware e software. O hardware são basicamente as câmeras que farão a captura de imagens – com ou sem a ajuda de fios. Conectadas diretamente à internet (daí o nome câmera IP, de internet protocol, ou protocolo de internet), elas podem transmitir imagens ao usuário onde quer que ele esteja. Com 150 reais, é possível adquirir um modelo básico, caso da DCS – 910, com fio, fabricada pela empresa de eletrônicos D-Link.

As opções sem fio, mais caras e avançadas, permitem imagens de melhor qualidade e conseguem operar mesmo no escuro. Esses dispositivos podem custar até 3.000 reais, com taxa de instalação. Mas não é preciso gastar tanto. O modelo SC3171G, da TP-Link, pode ser encontrado por 340 reais no mercado. A SNB-1001, da Samsung, custa 514 reais, sendo que o item oferece um sistema de reconhecimento facial.
Resolvida a questão do hardware, resta ao usuário escolher o software a partir do qual receberá as imagens de sua residência na palma da mão, ou seja, em seu smartphone. Os dois melhores aplicativos para iPhone são compatíveis com a maioria das câmeras: o gratuito NetcamViewer Mobile e o IP Câmera Viewer, que pode ser adquirido na App Store por 2,99 dólares. Proprietários de smartphones com o sistema operacional Android, do Google, podem baixar grauitamente o programa MEye ou comprar o IP Cam Viewer por 4,99 dólares.

Redes sociais – O monitoramento à distância pode sair ainda mais barato. Com uma modesta webcam de 30 reais e duas contas em redes sociais, pode-se montar um sistema simples, mas efetivo, para espiar a porta de casa ou o quarto do bebê.

Tanto o Google+, rede social do Google, quanto o Facebook apresentaram recentemente seus sistemas de videoconferência: o Hangout e o Videochat, respectivamente. O objetivo desses programas é possibilitar a comunicação de vídeo entre os frequentadores dos sites – uma funcionalidade que pode ser facilmente alterada com um toque criativo. Para monitorar sua casa, tudo o que o usuário tem a fazer é manter duas contas no serviço: uma delas vai capturar as imagens do ambiente a ser monitorado, e as enviará via rede social; a outra, é claro, será usada para assistir às imagens.

Para isso, pode-se usar a câmera embutida no notebook. Quem tem desktop ou quer captar imagens de outros pontos da casa, pode adquirir uma câmera extra e ligá-la à máquina. É uma pechincha: por 50 reais, compra-se modelos como C120, da Logitech, e 10028, da Clone.

No Facebook, há uma dificuldade para colocar o sistema em operação. Para iniciar o Videochat, é preciso enviar uma solicitação para o segundo computador, o que pode dificultar as coisas. O funcionamento do Hangout, do Google+, é mais simples: permite iniciar a conversa on-line sem a necessidade de confirmação pela outra parte. Basta escolher a dedo quem pode acessar o conteúdo.

Qualquer que seja o modo de monitoramento (câmera IP ou redes sociais), é preciso ter em mente que uma interrupção no serviço de internet suspende imediatamente a transmissão das imagens.

http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Negócios - Relatório aponta explosão de serviços de segurança privada no mundo


São Paulo - Policiais em atividade no planeta representam pouco mais da metade dos profissionais que trabalham com segurança privada. Os números, que refletem a expansão da segurança privada no mundo, fazem parte de um relatório lançado na semana passada, pelo  Instituto de Graduação em Estudos Internacionais e do Desenvolvimento. O órgão baseou-se em dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório aponta que o crescimento desse tipo de serviço privado é resultado da tendência dos governos em terceirizar suas funções de segurança. Um dos problemas da opção pela segurança privada é a falta de regulação e prestação de contas, indica o estudo.

Fonte: Brasil Atual