quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Copa 2014 - Ceará investe em segurança e capacitação para a Copa 2014

Secretaria de Segurança terá novos helicópteros e carro antibomba.

Iniciativa privada 'antecipa' investimentos para atender demanda da Copa.

 
A realização da Copa do Mundo e Copa das Confederações no Ceará antecipou investimentos da iniciativa privada no estado. O Governo também adotou uma série de medidas nas áreas de turismo e segurança para a realização do maior evento de futebol do planeta.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) planejou um esquema de reforço na segurança de Fortaleza para o período da Copa do Mundo, em julho de 2014. De acordo com a pasta, o esquema foi planejado após a confirmação do Ceará como sede de jogos do evento e um novo esquema será planejado para durante a Copa das Confederação, evento que funciona como uma prévia da Copa, um ano antes e com oito seleções.
O reforço inclui a aquisição de dois helicópteros para a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas, sendo um deles usado para resgate. Os helicóteros também terão link de transmissão de imagens em tempo real para salas de monitoramento. O plano da Secretaria de Segurança prevê também a aquisição de um veículo especial antibomba para controle de atentados.
Hotéis e turismo
O secretário de Turismo do Ceará (Setur), Bismark Maia, disse que todo o investimento em turismo no Ceará nos próximos quatro anos foram pensados antes do estado ser definido como sede da Copa. Devido a isso, segundo o secretário, o desenvolvimento do turismo no Ceará está adiantado em relação às demais cidades-sedes.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Régis Nogueira, afirma que "ninguém faz planejamento de construção de hotéis para a Copa, que só dura 20 dias". No entanto, diz Nogueira, os empreendimentos previstos para serem concluídos até 2017 foram "antecipados" para receber o evento.
Segundo Nogueira, a Região Metropolitana de Fortaleza terá 40 mil leitos disponíveis durante a Copa; atualmente são 26 mil. Ainda de acordo com o presidente da ABIH, a maior parte dos novos empreendimentos serão implantados na Região Metropolitana, e não na capital. A previsão da ABIH para o mês da Copa é de quartos 100% ocupados.
A ABIH no Ceará apresentou à Fifa sete hotéis da cidade como sugestão para hospedar as seleções que jogarão no Estado; entre elas, já confirmada, a selação Brasileira, em jogo da primeira fase. Uma das exigências da Fifa é que em um raio de 11 quilômetros do hotel haja um campo de treinamento.
Capacitação
O secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social do Ceará, Evandro Leitão, afirmou em entrevista à TV Verdes Mares que há um déficit "público e notório" nos setores de construção civil e serviços. Para diminuir o déficit, a pasta requisitou ao Governo Federal R$ 38,8 milhões para financiar o programa de capacitação Agentes da Copa. O programa visa preparar 40 mil jovens, 10 mil por ano, nos segmentos de turismo e hospitalidade, idiomas, serviços culturais, e comércio.
Também com o objetivo qualificação para os serviços prestados durante a Copa do Mundo, a Secretaria trabalha com a meta de 8.500 vagas para o programa Pró-Jovem 2011. Em 2010, foram 6.500 inscrições, dos quais 1.400 inscritos (40%) ingressaram no mercado de trabalho, de acordo com a Secretaria do Trabalho.


Fonte: G-1

Seg.Privada - Batalhão da PM fazia segurança clandestina

MP oferece denúncia contra 17 PMs - Acusados foram denunciados por corrupção, ao receberem propina para prestarem serviços de segurança

NATAL(RN) - O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra 17 policiais militares envolvidos em esquema de corrupção no 10º Batalhão de Polícia Militar de Assú, em decorrência da operação Batalhão Mall, desencadeada no dia 4 de julho. Segundo apuração do MP, os policiais recebiam propina, supostamente para custear despesas de manutenção do Batalhão. Em contrapartida, utilizavam viaturas e outros recursos da PM para realizar serviços de segurança privada a estabelecimentos comerciais da cidade, além de escoltarem empregados das empresas que eram encarregados de efetuar depósitos bancários. Na denúncia encaminhada ao Juiz-Auditor Militar do Estado, o MP pede a condenação de todos os denunciados, inclusive com a decretação da perda de posto e patente.

De acordo com a denúncia do MP, a partir de 2006, época em que o comandante do Batalhão era o então tenente-coronel, hoje coronel, Francisco Canindé de Freitas, foi montado um esquema de captação irregular de recursos juntoa empresários locais. Inicialmente, entre os anos de 2006 e 2007, o então comandante do 10º BPM recebeu aproximadamente R$ 16 mil. Os valores eram distribuídos da seguinte forma, segundo a denúncia: R$ 600 por mês da empresa Nossa Agência; R$ 600 por mês do Posto Líder; R$ 200 por mês do Banco do Brasil e R$ 300 do Banco Bradesco. Os valores eram pagos para autorização da realização, por subordinados, de escoltas de valores e reforço no policiamento na área bancária.


A partir do ano de 2008, segundo o MP, quando o comandante do 10º BPM já era o Tenente Coronel Eliezer Rodrigues, o Banco do Nordeste também passou a pagar a importância de R$ 230 mensal ao comando daquela unidade militar, deixando de ocorrer, por outro lado, o recebimento direto e formal do BB e Posto Líder. "Os recebimentos de valores da Nossa Agência, Banco Bradesco e Banco do Nordeste continuaram durante o comando do Tenente-Coronel Wellington Arcanjo de Morais, a partir do mês de junho de 2010, até a deflagração da operação", descreve a denúncia.


Segundo o MP, o esquema criminoso era vantajoso tanto para os policiais militares, que recebem as vantagens indevidas, quanto para os empresários, que as forneciam, uma vez que deixavam de contratar empresas de vigilância privada a preços superiores, haja vista que tais empresas, que são fiscalizadas pelo Ministério da Justiça, têm um custo operacional elevado com salários, seguros, veículos blindados,
impostos e diversos outros insumos exigidos na legislação."Com isso, as empresas beneficiadas ganhavam competitividade em relação às concorrentes, seja por oferecer maior segurança aos seus clientes, que se sentiam protegidos pela presença ostensiva de policiais militares uniformizados e armados, seja porque pagam menos pelo serviço de vigilâncias e transporte de valores, realizado em viaturas caracterizadas".

Denunciados pelo MP


Os acusados são o Tenente-Coronel Wellington Arcanjo de Morais, o Tenente-Coronel Eliezer Rodrigues Felismino, o Major Carlos Alberto Gomes de Oliveira, o Major João Sérgio de Oliveira Fagundes, Tenente Ivanildo Henrique Mendonça, Tenente Winston Hélio de Araújo Coutinho, Subtenente Antônio Nogueira da Costa, Sargento Francisco Xavier Leonez, Soldado Jocélio Sandro Bezerra, Soldado Manoel Xavier Leonês, Soldado Emerson Dantas Lopes, Soldado Francine Nogueira da Silva Junior, Soldado Glauco Vasconcelos de Morais, Soldado Dário Martiniano Bezerra
Filho, Soldado Demétrio Rebouças.


Fonte: DIARIO DE NATAL(RN)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A importância de ler os clássicos

 Correu a notícia de que Umberto Eco estaria reescrevendo 'O Nome da Rosa' em uma linguagem mais moderna, economizando referências eruditas. Por Hugo Souza

 Muita gente já profetizou sobre o fim dos livros e até da literatura, acossados por cada nova iParafernália anunciada pela Apple. Poucos, porém, o fizeram com tanta autoridade e com tanta ênfase quanto o mítico escritor norte-americano Philip Roth, em entrevista publicada na última edição da revista Época.

“A cultura literária como conhecemos vai acabar em 20 anos. Ela já está agonizando. Obras de ficção não despertam mais interesse dos jovens, e tenho a impressão de que não são mais lidas. Hoje, a atenção é voltada para o mais novo celular, o mais novo tablet. Daqui a poucas décadas, a relação do público e do escritor com a cultura será muito diferente. Não sei como será, mas os livros em papel vão acabar. Surgirá outro tipo de literatura, com recursos audiovisuais e o que mais inventarem”, disse à Época um desiludido Roth, que há não muito chegou a anunciar que não escreveria mais.

A sentença do fim da cultura literária anunciada por Philip Roth vem na sequência de um ronrom no meio literário sobre o mesmo assunto envolvendo o nome de um outro escritor não menos célebre, Umberto Eco. Correu a notícia de que Eco estaria reescrevendo sua obra-prima, “O Nome da Rosa”, em uma linguagem mais simplificada, para a geração internet, uma espécie de “O Nome da Rosa para Leigos”.

Elementar demais, meu caro Watson

O novo “O Nome da Rosa” teria menos referências eruditas e seria mais “amigável” para a leitura em tela. O escritor italiano correu para desmentir os boatos, dizendo que está fazendo apenas uma revisão do livro, corrigindo erros para uma nova edição. Mas a notícia de que as aventuras de William de Baskerville e Adso de Melk ganharia uma linguagem mais moderna já tinha saído nas páginas de alguns dos maiores jornais da Europa, como o francês Le Monde, o espanhol El País e o italiano La Repubblica.

Os boatos sobre Umberto Eco colocaram lenha em uma fogueira que arde e estala com altas labaredas há pelo menos dois anos, desde que a tradicionalíssima editora britânica Penguin causou alvoroço no mundo literário ao anunciar o lançamento de uma coletânea um tanto herética: a reunião de 60 clássicos da história da literatura recriados no Twitter.

Neste livro, Sherlock Holmes informa sobre suas investigações em tempo real, economizando artigos e pronomes: “Investigação continua. Deduzi coisas brilhantes a partir de poucas evidências. Percebeu restos de sal nos sapatos do dono da fábrica?”. Estaria Conan Doyle dando cambalhotas na sepultura?
Werther em 140 caracteres de sofrimento

E Goethe, que diria do seu jovem Werther resumindo os males da alma assim, em 140 caracteres: “Já disse o quanto estou chateado? Estou muito chateado. #pain #angst #suffering #sexdep”?

Diferentemente da adaptação de obras célebres para os quadrinhos, por exemplo, o incômodo com iniciativas como a da Penguin ou com rumores sobre um upgrade, por assim dizer, em “O Nome da Rosa” é a sensação de que se está sendo arrastado por uma torrente irrefreável. Mas há escritores que estão nesta torrente de bom grado. Cerca de um ano após o anúncio do “Twitterature” da Penguin, a Companhia das Letras organizou a série “Clássicos no Twitter”, na qual escritores como Milton Hatoum aceitaram reduzir clássicos da literatura inteiros a 140 caracteres para serem publicados no serviço de microblogging.

É interessante constatar como a discussão sobre literatura e tecnologia se dá mais ou menos nos termos em que o próprio Umberto Eco, em sua célebre definição de apocalípticos e integrados, classificou as diferentes atitudes diante da cultura de massa na era tecnológica: de um lado, aqueles que, como Philip Roth, acham que a literatura tal como a conhecemos sucumbirá aos tablets, smartphones e passarinhos azuis; do outro, os que até se entusiasmam com o imperativo digital se sobrepondo ao papel, e ao papel que o papel até hoje desempenhou. Estes últimos dirão, em sua defesa: o que é a literatura senão, literalmente, uma mensagem de texto?


Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Segurança privada não é sinônimo de violência

 
Sugestão de Pauta
Segurança privada não é sinônimo de violência
Presidente do SINDESP/DF alerta para a necessidade de contratar empresas autorizadas pela Polícia Federal, a fim de evitar transtornos e falhas na segurança
 

Brasília, 4 de outubro de 2011 – O caso do vigilante Jonatas Pereira Lima que matou um correntista do Bradesco, nesta segunda-feira (3), trouxe a tona a discussão sobre a qualificação dos profissionais de segurança. O ocorrido indica o quanto a falta de capacitação e o discernimento para usar armas de fogo representam risco à sociedade brasileira. 

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transportes de Valores do Distrito Federal (SINDESP/DF), Irenaldo Pereira Lima, o papel do vigilante é assegurar o patrimônio de uma empresa. O policiamento ostensivo deve ficar a cargo da Polícia Militar. “Para fazer um trabalho de qualidade, o profissional da área não deve discutir com o cliente, precisa saber abordá-lo - caso haja necessidade - e, principalmente, não pode usar da violência”, considera.
Segundo o presidente, para evitar contratar pessoas que possam ter atitudes destemperadas, é imprescindível escolher empresas habilitadas pela Polícia Federal. “Optar por profissionais que atuem de acordo com a lei é o primeiro passo para garantir que o serviço seja executado com responsabilidade e, claro, combater a clandestinidade”, argumenta.

Ele afirma que o ocorrido em São Bernardo do Campo (SP) demonstrou não apenas um despreparo técnico do vigilante, mas um desequilíbrio emocional. “É importante evitar generalizações. Alguns exemplos não podem servir de parâmetro para todo um setor que, só no DF, emprega mais de 17 mil vigilantes devidamente autorizados pela Polícia Federal para atuar no mercado”, considera.

Além das fiscalizações voltadas para o setor, é de responsabilidade das empresas prezar pelo bom rendimento e saúde mental dos seus funcionários, proporcionando assim não só ao contratante qualidade no serviço adquirido, mas uma boa qualidade de vida no trabalho. A cada 90 dias, as empresas devem prestar o atendimento psicológico aos seus vigilantes que serão criticamente avaliados. O contratante deve exigir da empresa o atestado psicológico.

Além disso, o presidente ressalta os cuidados que cada deve ter na hora de contratar uma empresa: é preciso certificar quanto à idoneidade da firma e, consequentemente, do vigilante que irá executar o serviço, incluindo a exigência da apresentação do atestado de atendimento psicológico. “As empresas, por exemplo, trabalham com profissionais devidamente treinados, cientes da importância de sua função e dos desdobramentos de seus próprios atos. Indico que, antes de assinar qualquer contrato, o cliente faça uma pesquisa, avalie a estrutura e o histórico da empresa. Se necessário, consulte a Polícia Federal para ter certeza de que a empresa tem autorização para atuar no mercado”, conclui Irenaldo.
 
Sobre o SINDESP/DF - O SINDESP/DF é filiado à Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist). Hoje, conta com 30 associados, que geram em torno de 17 mil empregos diretos.

ASSESSORIA DE IMPRENSA – SINDESP/DF
Proativa Comunicação
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