quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ARMAS NÃO LETAIS PARA VIGILANTES DE BANCOS?





Poderia ser usado estas armas em bancos?porque não?


Bala de borracha
Quando é - usada Para conter tumultos violentos em manifestações ou rebeliões
O que é - Como uma bala normal, ela tem uma cápsula com pólvora para impulsioná-la e uma ponta - a parte que atinge o alvo. A diferença é que a ponta não é de metal como nas balas comuns, mas de borracha. A vantagem desse material é que ele não perfura a pele. Mas a bala de borracha pode causar ferimentos graves se atingir o rosto ou até mesmo ser fatal em pontos como a garganta. Por isso os tiros só devem ser dados na direção das pernas

Gás lacrimogêneo
Quando é - usado Para dispersar multidões e também em operações de resgate
O que é - Já chorou cortando cebola? É essa a sensação causada pelo gás lacrimogêneo. Ele parece uma granada e pode ser jogado com a mão ou com uma arma lançadora. Não confundir com as bombas de efeito moral. Estas podem ser de vários tipos: tem as que explodem fazendo só muito barulho, as que emitem luz intensa para ofuscar e as que soltam fumaça. Nada disso machuca, mas, quando estouram, as bombas soltam fragmentos que podem ferir

Spray de pimenta
Quando é - usado Como arma de defesa pessoal ou para dispersar tumultos. É raro, mas também pode ser usado no resgate de reféns. Neste caso, é lançada uma grande quantidade do gás no ambiente em que está o seqüestrador

O que é - O gás que sai é chamado de agente OC (Oleoresina capsicum). Capsicum é um gênero de pimentas de onde é extraída a capsaicina, substância que causa forte irritação nos olhos e nas vias respiratórias. O efeito de um jato na cara pode durar até 40 minutos!\

Taser
Quando é - usado Tem função parecida com a do bastão de choque, imobilizando agressores. A grande vantagem é que o taser pode ser usado a longa distância

O que é - - 1. O taser parece uma pistola comum, mas tem uma "bala" diferente. O gatilho aciona um sistema de ar comprimido e ainda regula uma descarga elétrica / 2. Impulsionado pelo ar comprimido, dois dardos são lançados em direção ao alvo. Os dardos ficam conectados à pistola por fios metálicos que podem chegar a quase 11 m / 3. Os dardos penetram 2,5 cm na pele e transmitem descargas elétricas de até 50 mil volts - igual ao bastão de choque. É possível dar descargas contínuas mantendo o gatilho apertado

Bastão de choque
Quando é - usado Como arma de defesa pessoal ou em ações para imobilizar um fugitivo suspeito ou um agressor

O que é - Popularmente conhecido como "choquinho", este pequeno aparelho emite descargas elétricas de até 50 mil volts, mas de baixa amperagem, o que só paralisa o agressor. Sua utilização é simples: não precisa mirar, nem nada, é só encostar o aparelho na pessoa para provocar o choque. Das armas listadas aqui é a única que não tem uso controlado no Brasil.

Vem mais por aí!
Ainda em testes, novas armas que não matam parecem tiradas do cinema

DISPARO SÔNICO
O que é - Inicialmente foi desenvolvido no meio militar como um equipamento de áudio para transmitir avisos a longas distâncias, sem deixar o som "rachado", incompreensível. Logo surgiu a idéia de transformá-lo numa arma não letal para dispersar multidões, pois ele pode emitir um som insuportavelmente alto para o ouvido humano
Problema - Ainda está em fase de testes. O grande desafio para os pesquisadores militares é que não dá para direcionar o som para uma área específica que se queira atingir

ONDAS QUENTES
O que é - O ADS - sigla em inglês para "sistema ativo de recusa" - emite ondas invisíveis que penetram até 0,4 milímetro na pele. Essa radiação faz com que as moléculas de água da região atingida se agitem - princípio parecido com o do forno de microondas - "queimando" a pele das pessoas e dispersando uma multidão
Problema - A pele tem várias espessuras. Nas pálpebras, é de só 0,3 milímetro e as ondas atingiriam os olhos. Além disso, numa multidão, as pessoas perto do ADS não conseguirão se afastar a tempo de evitar queimaduras graves

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

Armas - Justiça busca reduzir letalidade das ações policiais no país e decide que agentes não devem atirar contra pessoas em fuga

Profissionais de segurança devem seguir diretrizes sobre o uso da força

Para reduzir gradativamente os índices de letalidade nas ações envolvendo profissionais de segurança - policiais federais, rodoviários federais, policiais estaduais (civil e militar) e guardas municipais- uma norma que regula o uso da força e de armas e fogo por agentes de segurança pública foi publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira (3). (DefesaNet Texto na íntegra segue abaixo).

As principais alterações promovidas pela portaria são o fim dos chamados tiros de advertência e a proibição de que policiais atirem em carros que furarem a barreira de segurança (blitz) e em pessoas que estejam fugindo da polícia.

O documento também determina que os policiais não apontem armas para as pessoas durante abordagens nas ruas. A portaria estabelece que os disparos só devem ocorrer se houver ameaça real de lesão ou morte.

Agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, que não são policiais mas têm autorização para usar armas, também estão enquadrados na norma. A Portaria foi elaborada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), juntamente com o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos (SEDH).



Diário Oficial da União 03 Janeiro 2011

Ministério da Justiça
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº- 4.226,
DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010


Estabelece Diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de Segurança Pública.


O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA e o MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhes conferem os incisos I e II, do parágrafo único, do art. 87, da Constituição Federal e,

CONSIDERANDO que a concepção do direito à segurança pública com cidadania demanda a sedimentação de políticas públicas de segurança pautadas no respeito aos direitos humanos;
CONSIDERANDO o disposto no Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 34/169, de 17 de dezembro de 1979, nos Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes, realizado em Havana, Cuba, de 27 de Agosto a 7 de setembro de 1999, nos Princípios orientadores para a Aplicação Efetiva do Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sua resolução 1989/61, de 24 de maio de 1989 e na Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua XL Sessão, realizada em Nova York em 10 de dezembro de 1984 e promulgada pelo Decreto n.º 40, de 15 de fevereiro de 1991;
CONSIDERANDO a necessidade de orientação e padronização dos procedimentos da atuação dos agentes de segurança pública aos princípios internacionais sobre o uso da força;
CONSIDERANDO o objetivo de reduzir paulatinamente os índices de letalidade resultantes de ações envolvendo agentes de segurança pública; e,
CONSIDERANDO as conclusões do Grupo de Trabalho, criado para elaborar proposta de Diretrizes sobre Uso da Força, composto por representantes das Polícias Federais, Estaduais e Guardas Municipais, bem como com representantes da sociedade civil, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério da Justiça, resolvem:

Art. 1o Ficam estabelecidas Diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de Segurança Pública, na forma do Anexo I desta Portaria.
Parágrafo único. Aplicam-se às Diretrizes estabelecidas no Anexo I, as definições constantes no Anexo II desta Portaria.

Art. 2º A observância das diretrizes mencionadas no artigo anterior passa a ser obrigatória pelo Departamento de Polícia Federal, pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal, pelo Departamento Penitenciário Nacional e pela Força Nacional de Segurança Pública.
§ 1º As unidades citadas no caput deste artigo terão 90 dias, contados a partir da publicação desta portaria, para adequar seus procedimentos operacionais e seu processo de formação e treinamento às diretrizes supramencionadas.
§ 2º As unidades citadas no caput deste artigo terão 60 dias, contados a partir da publicação desta portaria, para fixar a normatização mencionada na diretriz No- 9 e para criar a comissão mencionada na diretriz No- 23.
§ 3º As unidades citadas no caput deste artigo terão 60 dias, contados a partir da publicação desta portaria, para instituir Comissão responsável por avaliar sua situação interna em relação às diretrizes não mencionadas nos parágrafos anteriores e propor medidas para assegurar as adequações necessárias.

Art. 3º A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o Ministério da Justiça estabelecerão mecanismos para estimular e monitorar iniciativas que visem à implementação de ações para efetivação das diretrizes tratadas nesta portaria pelos entes federados, respeitada a repartição de competências prevista no art. 144 da Constituição Federal.

Art. 4º A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça levará em consideração a observância das diretrizes tratadas nesta portaria no repasse de recursos aos entes federados.

Art. 5º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

LUIZ PAULO BARRETO
Ministro de Estado da Justiça
PAULO DE TARSO VANNUCHI
Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República


ANEXO I
DIRETRIZES SOBRE O USO DA FORÇA E ARMAS DE FOGO PELOS AGENTES DE SEGURANÇA PÚBLICA
(itálicos DefesaNet importante itens 3 a 8 )

1. O uso da força pelos agentes de segurança pública deverá se pautar nos documentos internacionais de proteção aos direitos humanos e deverá considerar, primordialmente:
a. ao Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 34/169, de 17 de dezembro de 1979;
b. os Princípios orientadores para a Aplicação Efetiva do Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sua resolução 1989/61, de 24 de maio de 1989;
c. os Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes, realizado em Havana, Cuba, de 27 de Agosto a 7 de setembro de 1999;
d. a Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua XL Sessão, realizada em Nova York em 10 de dezembro de 1984 e promulgada pelo Decreto n.º 40, de 15 de fevereiro de 1991.

2. O uso da força por agentes de segurança pública deverá obedecer aos princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade, moderação e conveniência.

3. Os agentes de segurança pública não deverão disparar armas de fogo contra pessoas, exceto em casos de legítima defesa própria ou de terceiro contra perigo iminente de morte ou lesão grave.

4. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que, mesmo na posse de algum tipo de arma, não represente risco imediato de morte ou de lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros.

5. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, a não ser que o ato represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros.

6. Os chamados "disparos de advertência" não são considerados prática aceitável, por não atenderem aos princípios elencados na Diretriz n.º 2 e em razão da imprevisibilidade de seus efeitos.

7. O ato de apontar arma de fogo contra pessoas durante os procedimentos de abordagem não deverá ser uma prática rotineira e indiscriminada.

8. Todo agente de segurança pública que, em razão da sua função, possa vir a se envolver em situações de uso da força, deverá portar no mínimo 2 (dois) instrumentos de menor potencial ofensivo e equipamentos de proteção necessários à atuação específica, independentemente de portar ou não arma de fogo.

9. Os órgãos de segurança pública deverão editar atos normativos disciplinando o uso da força por seus agentes, definindo objetivamente:
a. os tipos de instrumentos e técnicas autorizadas;
b. as circunstâncias técnicas adequadas à sua utilização, ao ambiente/entorno e ao risco potencial a terceiros não envolvidos no evento;
c. o conteúdo e a carga horária mínima para habilitação e atualização periódica ao uso de cada tipo de instrumento;
d. a proibição de uso de armas de fogo e munições que provoquem lesões desnecessárias e risco injustificado; e
e. o controle sobre a guarda e utilização de armas e munições pelo agente de segurança pública.

10. Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoa(s), o agente de segurança pública envolvido deverá realizar as seguintes ações:
a. facilitar a prestação de socorro ou assistência médica aos feridos;
b. promover a correta preservação do local da ocorrência;
c. comunicar o fato ao seu superior imediato e à autoridade competente; e
d. preencher o relatório individual correspondente sobre o uso da força, disciplinado na Diretriz n.º 22.

11. Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoa(s), o órgão de segurança pública deverá realizar as seguintes ações:
a.facilitar a assistência e/ou auxílio médico dos feridos;
b.recolher e identificar as armas e munições de todos os envolvidos, vinculando-as aos seus respectivos portadores no momento da ocorrência;
c.solicitar perícia criminalística para o exame de local e objetos bem como exames médico-legais;
d.comunicar os fatos aos familiares ou amigos da(s) pessoa(s) ferida(s) ou morta(s);
e.iniciar, por meio da Corregedoria da instituição, ou órgão equivalente, investigação imediata dos fatos e circunstâncias do emprego da força;
f.promover a assistência médica às pessoas feridas em decorrência da intervenção, incluindo atenção às possíveis seqüelas;
g.promover o devido acompanhamento psicológico aos agentes de segurança pública envolvidos, permitindo-lhes superar ou minimizar os efeitos decorrentes do fato ocorrido; e
h.afastar temporariamente do serviço operacional, para avaliação psicológica e redução do estresse, os agentes de segurança pública envolvidos diretamente em ocorrências com resultado letal.

12. Os critérios de recrutamento e seleção para os agentes de segurança pública deverão levar em consideração o perfil psicológico necessário para lidar com situações de estresse e uso da força e arma de fogo.

13. Os processos seletivos para ingresso nas instituições de segurança pública e os cursos de formação e especialização dos agentes de segurança pública devem incluir conteúdos relativos a direitos humanos.

14. As atividades de treinamento fazem parte do trabalho rotineiro do agente de segurança pública e não deverão ser realizadas em seu horário de folga, de maneira a serem preservados os períodos de descanso, lazer e convivência sócio-familiar.

15. A seleção de instrutores para ministrarem aula em qualquer assunto que englobe o uso da força deverá levar em conta análise rigorosa de seu currículo formal e tempo de serviço, áreas de atuação, experiências anteriores em atividades fim, registros funcionais, formação em direitos humanos e nivelamento em ensino. Os instrutores deverão ser submetidos à aferição de conhecimentos teóricos e práticos e sua atuação deve ser avaliada.

16. Deverão ser elaborados procedimentos de habilitação para o uso de cada tipo de arma de fogo e instrumento de menor potencial ofensivo que incluam avaliação técnica, psicológica, física e treinamento específico, com previsão de revisão periódica mínima.

17. Nenhum agente de segurança pública deverá portar armas de fogo ou instrumento de menor potencial ofensivo para o qual não esteja devidamente habilitado e sempre que um novo tipo de arma ou instrumento de menor potencial ofensivo for introduzido na instituição deverá ser estabelecido um módulo de treinamento específico com vistas à habilitação do agente.

18. A renovação da habilitação para uso de armas de fogo em serviço deve ser feita com periodicidade mínima de 1 (um) ano.

19. Deverá ser estimulado e priorizado, sempre que possível, o uso de técnicas e instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública, de acordo com a especificidade da função operacional e sem se restringir às unidades especializadas.

20. Deverão ser incluídos nos currículos dos cursos de formação e programas de educação continuada conteúdos sobre técnicas e instrumentos de menor potencial ofensivo.

21. As armas de menor potencial ofensivo deverão ser separadas e identificadas de forma diferenciada, conforme a necessidade operacional.

22. O uso de técnicas de menor potencial ofensivo deve ser constantemente avaliado.

23. Os órgãos de segurança pública deverão criar comissões internas de controle e acompanhamento da letalidade, com o objetivo de monitorar o uso efetivo da força pelos seus agentes.

24. Os agentes de segurança pública deverão preencher um relatório individual todas as vezes que dispararem arma de fogo e/ou fizerem uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, ocasionando lesões ou mortes. O relatório deverá ser encaminhado à comissão interna mencionada na Diretriz n.º 23 e deverá conter no mínimo as seguintes informações:
a.circunstâncias e justificativa que levaram o uso da força ou de arma de fogo por parte do agente de segurança pública;
b.medidas adotadas antes de efetuar os disparos/usar instrumentos de menor potencial ofensivo, ou as razões pelas quais elas não puderam ser contempladas;
c.tipo de arma e de munição, quantidade de disparos efetuados, distância e pessoa contra a qual foi disparada a arma;
d. instrumento(s) de menor potencial ofensivo utilizado(s), especificando a freqüência, a distância e a pessoa contra a qual foi utilizado o instrumento;
e. quantidade de agentes de segurança pública feridos ou mortos na ocorrência, meio e natureza da lesão;
f. quantidade de feridos e/ou mortos atingidos pelos disparos efetuados pelo(s) agente(s) de segurança pública;
g. número de feridos e/ou mortos atingidos pelos instrumentos de menor potencial ofensivo utilizados pelo(s) agente(s) de segurança pública;
h. número total de feridos e/ou mortos durante a missão;
i. quantidade de projéteis disparados que atingiram pessoas e as respectivas regiões corporais atingidas;
j. quantidade de pessoas atingidas pelos instrumentos de menor potencial ofensivo e as respectivas regiões corporais atingidas;
k. ações realizadas para facilitar a assistência e/ou auxílio médico, quando for o caso; e
l. se houve preservação do local e, em caso negativo, apresentar justificativa.

25. Os órgãos de segurança pública deverão, observada a legislação pertinente, oferecer possibilidades de reabilitação e reintegração ao trabalho aos agentes de segurança pública que adquirirem deficiência física em decorrência do desempenho de suas atividades.

ANEXO II
GLOSSÁRIO

Armas de menor potencial ofensivo: Armas projetadas e/ou empregadas, especificamente, com a finalidade de conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas, preservando vidas e minimizando danos à sua integridade.
Equipamentos de menor potencial ofensivo: Todos os artefatos, excluindo armas e munições, desenvolvidos e empregados com a finalidade de conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas, para preservar vidas e minimizar danos à sua integridade.
Equipamentos de proteção: Todo dispositivo ou produto, de uso individual (EPI) ou coletivo (EPC) destinado a redução de riscos à integridade física ou à vida dos agentes de segurança pública.
Força: Intervenção coercitiva imposta à pessoa ou grupo de pessoas por parte do agente de segurança pública com a finalidade de preservar a ordem pública e a lei.
Instrumentos de menor potencial ofensivo: Conjunto de armas, munições e equipamentos desenvolvidos com a finalidade de preservar vidas e minimizar danos à integridade das pessoas.
Munições de menor potencial ofensivo: Munições projetadas e empregadas, especificamente, para conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas, preservando vidas e minimizando danos a integridade das pessoas envolvidas.
Nível do Uso da Força: Intensidade da força escolhida pelo agente de segurança pública em resposta a uma ameaça real ou potencial.
Princípio da Conveniência: A força não poderá ser empregada quando, em função do contexto, possa ocasionar danos de maior relevância do que os objetivos legais pretendidos.
Princípio da Legalidade: Os agentes de segurança pública só poderão utilizar a força para a consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei.
Princípio da Moderação: O emprego da força pelos agentes de segurança pública deve sempre que possível, além de proporcional, ser moderado, visando sempre reduzir o emprego da força.
Princípio da Necessidade: Determinado nível de força só pode ser empregado quando níveis de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos.
Princípio da Proporcionalidade: O nível da força utilizado deve sempre ser compatível com a gravidade da ameaça representada pela ação do opositor e com os objetivos pretendidos pelo agente de segurança pública.
Técnicas de menor potencial ofensivo: Conjunto de procedimentos empregados em intervenções que demandem o uso da força, através do uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, com intenção de preservar vidas e minimizar danos à integridade das pessoas.
Uso Diferenciado da Força: Seleção apropriada do nível de uso da força em resposta a uma ameaça real ou potencial visando limitar o recurso a meios que possam causar ferimentos ou mortes.

Falso dono da rede Habib's é preso em Curitiba; homem é suspeito de aplicar golpes em mulheres

Janaina Garcia
Do UOL Notícias
Em São Paulo
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Um homem de 1,90 m, pele clara, usando roupas de grife, dono de carros caros, generoso nas contas de bares e restaurantes e "dono de uma boa lábia com a pretendente". É assim que a Polícia Civil em Curitiba descreve, a partir do relato de três vítimas, Daniel Furtado Squilino, 33, que se identificava por “Daniel Habib’s” --pois afirmava ser sócio da rede de fast food de mesmo nome.

O homem, preso desde ontem no 12º Distrito Policial (DP) da capital paranaense, foi indiciado pelos crimes de estelionato, apropriação indébita, tentativa de extorsão e uso e falsificação de documentos --crimes pelos quais foi preso em flagrante em uma lanchonete no bairro do Batel (área nobre da cidade).

De acordo com o superintendente do 12º DP, Manoel Mendes, as vítimas do suspeito eram mulheres da alta sociedade curitibana que, em pouco tempo de relacionamento, cediam a apelos de Squilino e emprestavam a ele de R$ 20 mil ou R$ 30 mil para supostos negócios, além de cartões de crédito e joias. “Monitorávamos o suspeito há mais de 20 dias, até a prisão. Por enquanto temos que ele já lesou as vítimas em cerca de R$ 100 mil --em espécie e em objetos--, mas não descartamos que outras pessoas venham nos procurar”, afirmou Mendes.

Um dos mecanismos usados para impressionar as vítimas, segundo o inquérito instaurado, eram fotos nas quais o suspeito aparecia ao lado de artistas e políticos.

Em outros casos investigados pela polícia, segundo informações do superintendente, Squilino dizia ser policial. “Uma vítima nos relatou que ele se apresentava dessa forma. Em uma abordagem de outro suposto policial que era comparsa criminal dele, pelo que apuramos, a mulher era obrigada a dar dinheiro a esse ‘policial’ para que não tivesse drogas colocadas no carro dela e fosse presa --esse é o caso de extorsão, mas tem vítimas também que tentavam reaver os empréstimos e eram ameaçadas ou chantageadas por ele”, afirmou.

O preso, natural de Londrina (379 Km de Curitiba), já tinha outras passagens pela polícia por estelionato, formação de quadrilha e extorsão. A polícia não soube informar quem é advogado de Squilino.

Policiais empurram viatura enguiçada na praia de Amaralina, em Salvador

Agência O Globo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Comandante da Força de Pacificação no Rio preocupa-se com corrupção policial


Daniel Milazzo
Uol.com.br

No início da tarde do último dia 26 de novembro de 2010, o general Fernando Sardenberg, comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista, anunciava que o Exército havia iniciado o cerco aos complexos de favelas do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Após a megaoperação na qual forças policiais e militares agiram em conjunto para tirar o território do poder do narcotráfico e devolvê-lo ao Estado, a palavra de ordem era a presença permanente na região.

Para isso, em 23 de dezembro, um acordo assinado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio, Sérgio Cabral, autorizava a Força da Pacificação a entrar em cena. Aliás, autorizava a entrada efetiva nos dois complexos de favelas, já que antes do acordo a participação do Exército esteve restrita ao cerco. Ao general Sardenberg foi delegada a missão de comandar cerca de 1.500 militares, mais 200 policiais militares e 30 policiais civis, numa região composta por 22 comunidades e onde vivem cerca de 400 mil pessoas.

Pouco mais de um mês após a formação da FPaz, Sardenberg preocupa-se com a influência negativa que eventuais policiais corruptos possam ter sobre seus homens. “Isso aqui era um espaço onde, notadamente, de forma ilícita, muito dinheiro rolava. Realmente, é um ambiente perigoso. É uma preocupação que nós temos. Cabe a nós fiscalizar, acompanhar para minimizar ou evitar que esse fator ocorra”, comenta o general. Semana passada, o Exército afastou 30 militares e 23 PMs suspeitos de furto.

Sardenberg promete “morder o calcanhar” dos que pensam que o crime voltará a imperar. Ele reconhece que o narcotráfico ainda não foi extirpado por completo. “É claro que uma coisinha ou outra, num local onde moram 400 mil pessoas, pode estar ocorrendo, mas não da forma ostensiva como vinha sendo feita”, acredita. Para o comandante da FPaz, o exemplo da colaboração do Exército nos dois complexos deveria servir à evolução dos conceitos de segurança pública. “Para quem tiver o mínimo de entendimento, nós estamos fazendo uma escola”, assevera.

Ressaltando que a atuação militar no território se trata de uma operação de “polícia pura”, o general argumenta que a FPaz oferece ensinamentos práticos de como se deve agir. “Não é subir correndo atrás de um carro de combate, chegar no alto do morro e espantar uma garotada de 16 anos. Não é só isso não.”

Confira a entrevista completa:

UOL Notícias: Um mês após o início do trabalho da Força de Pacificação, qual é o balanço da operação nos dois complexos?
Nós iniciamos com um cerco ao Complexo do Alemão e a partir de dezembro evoluímos constituindo a chamada Força de Pacificação. Vimos desenvolvendo uma série de ações de forma crescente. Iniciamos um patrulhamento intensivo, até mesmo para o melhor conhecimento da região, e atualmente nós temos evoluído muito no modus operandi. Saímos somente do patrulhamento ostensivo para postos de bloqueio e controle de via urbana, fiscalização de carros e motos, atuações conjuntas com delegacias especializadas, como a DRFA [Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis], buscando retirar carros irregulares daqui e fazendo efetivamente operações de todos os tipos, inclusive grandes operações.

Como são essas grandes operações?
Toda semana nós fazemos duas grandes operações: uma no Complexo da Penha e uma no Complexo do Alemão. Nós selecionamos uma das 22 comunidades, fruto de um levantamento da existência de problemas, e, com um mandado da Justiça, às 6h da manhã, nós investimos com bastante gente nessa comunidade, com Polícia Militar, blindado, helicóptero. Efetivamente, fazemos uma revista bem apurada. Passamos em média um dia lá dentro. Em todas que nós entramos até agora, que nunca tinham tido esse tipo de operação, a receptividade foi muito boa. Não tivemos qualquer problema, nada. Acho que temos conseguido um sucesso muito positivo. Discordo de algumas considerações que estão sendo feitas na mídia...

Quais?
De que o tráfico não morreu, de que as pessoas estão com medo. Claro, ainda são menos de dois meses de operação. Existe muita coisa latente daquilo que existia, mas a coisa tem evoluído muito acentuadamente. Quem viu isso aqui dois meses atrás em nível de comércio e vê como o comércio está hoje... A cada dia que passa você vê lojas novas, empreendimentos novos. Isso são empregos novos, é dinheiro que circula, é ocupação daquele espaço, o que vinha sendo feito de outra forma, de forma ilícita. É claro que uma coisinha ou outra, num local onde moram 400 mil pessoas, pode estar ocorrendo, mas não da forma ostensiva como vinha sendo feita.


O Alemão, um mês após ocupação
Uma das críticas às áreas onde já existe UPP é justamente a de que o tráfico continua existindo, mas sem o armamento ostensivo. Precisamente nos complexos do Alemão e da Penha, como você vê isso?
Isso aqui é um processo. Estamos ainda numa condição latente, onde verdadeiras comunidades, favelas, eram dominadas por grupos de traficantes, basicamente o Comando Vermelho. Tanto o direito de ir e vir como todos os demais direitos eram totalmente tolhidos. E muita gente sobrevivia fruto desse dinheiro e convivia naquele ambiente. Mas isso nós estamos coibindo.

Qual é o estágio ideal que vocês pretendem atingir?
Nós temos por objetivo principal a recuperação da credibilidade das instituições do Estado perante estas comunidades. Durante cerca de quinze anos isso deixou de existir. Existe, então, um trabalho onde nós buscamos operar pela ação de presença. Sempre de forma itinerante, nós estamos batendo todos os locais de concentração. Estamos presentes, conversando com as lideranças comunitárias, coibindo determinados eventos que eram praticados aqui.

Refere-se aos bailes funk?
Isso. A princípio, negativo. Não autorizamos e deixamos bem claro: aqueles que nós deixamos funcionar, nós acompanhamos. E quando há qualquer coisa do tipo briga, consumo de bebida alcoólica por menor, constatação de qualquer tipo de tráfico de substância entorpecente ou veiculação de músicas com tom não legal, aí nós intervimos.

As Forças Armadas exercem a função de polícia na região?
Nós efetivamente estamos fazendo o papel de polícia aqui. Isso é uma operação de polícia pura. Nós operamos com a Polícia Militar sempre conosco. Mas é importante ressaltar: sempre pautando todas as nossas ações pela legalidade. Nós só entramos em qualquer localidade com o consentimento do morador ou com um mandado de busca e apreensão. Buscamos muito também dosar a força. O nosso pensamento é que estamos atuando contra uma garotada que não teve muita opção por escolher o caminho que eles professavam por aqui. É uma garotada despreparada, que, por força de uma ausência do Estado durante muito tempo, achava que tinha uma determinada força e não tem. Não tinha. Tanto que aconteceu o que está acontecendo. Buscamos muito evitar um confronto de tal forma que venha a ser produzida uma vítima. Já tivemos oportunidade disso acontecer e evitamos para que isso não ocorresse. Somente numa condição de legítima defesa, que minha tropa se veja tolhida e tenha que reagir, aí nós poderemos evoluir para o uso da força. Mesmo assim, enfatizando antes o uso do armamento não-letal. Nossa ênfase é recuperar a confiança da população em nós, o Estado.

Como vê o preparo dos seus homens para esse tipo de trabalho?
Para quem tiver o mínimo de entendimento, nós estamos fazendo uma escola. O aparato de segurança pública do Estado tem que usar como exemplo no futuro. Buscar evoluir os seus conceitos e, a partir disso, ter gente dele [aparato de segurança pública do Estado] em condições de fazer o que nós fazemos. Ou seja, não é subir correndo atrás de um carro de combate, chegar no alto do morro e espantar uma garotada de 16 anos. Não é só isso não. Tem que ter a capacidade, que é o mais difícil, de ficar aqui dois, três, quatro meses efetivamente, andando, operando de noite, de madrugada, reunindo-se com lideranças comunitárias, conversando com as pessoas, colaborando para que o comércio se abra. Cobrando mesmo, via os meus chefes, que têm ligações políticas, ações do governo estadual e governo municipal para que isso aqui não pare, não morra. Para quem tem o mínimo de conhecimento de segurança pública, que veja aquilo que nós estamos fazendo. Acho que nós estamos fazendo escola.

Você preconiza que essa colaboração entre polícia e forças armadas continue e se expanda para outros lugares?
Não é isso o que estou dizendo. Não posso falar isso, porque sou um general de Brigada. Minha atuação se pauta no plano tático e eu cumpro ordens. Tenho chefes acima de mim que se ligam na vertente política. Se houver ou não uma evolução nesse sentido, não cabe a mim defini-la. O que nós estamos fazendo aqui, dentro daquilo que foi decidido, é um modelo que deve pelo menos ser estudado pelos órgãos de segurança pública estaduais para a evolução deles mesmos.

No início da operação, queria-se limitar a presença dos militares por haver um receio de que os homens pudessem se “contaminar” com eventuais policiais corruptos. Como você vê a questão?
Na prática, a gente lida com seres humanos. Nós temos toda uma preparação, toda uma sequência de ordens estabelecida. Nós preconizamos um fator chamado ação de comando. Ou seja, é general que tem que estar olhando os coronéis, os coronéis que têm que olhar os capitães. Por isso eu fico aqui o tempo todo, os coronéis ficam aqui o tempo todo. Fiscalizando, cobrando, incentivando. Isso aqui é muito grande. São 400 mil pessoas. As atuações são extremamente descentralizadas. E isso aqui era um espaço onde, notadamente, de forma ilícita, muito dinheiro rolava. E até mesmo nós ouvimos falar de alguns envolvimentos externos de fora da comunidade. Realmente, é um ambiente perigoso. É uma preocupação que nós temos. Mas a ordem foi determinada para que nós permaneçamos até outubro. É missão dada, missão cumprida. Cabe a nós fiscalizar, acompanhar para minimizar ou evitar que esse fator ocorra.

O que vocês pretendem ter realizado até outubro?
Tenho um batalhão da Polícia Militar subordinado a mim. É o Batalhão de Campanha da PM. Tem um coronel da PM que trabalha comigo. O que nós pretendemos, na realidade, é esmagar ou eliminar aquilo que era praticado. Nós, militares do exército brasileiro, somos chatos. Estamos o tempo todo andando em todas as partes das duas comunidades, não existe nenhum ponto em que nós não vamos. Quando a nossa inteligência levanta determinado número de indícios em determinada área, é motivo para nós desencadearmos aquela grande operação. Nós estamos o tempo todo mordendo o calcanhar daqueles que ainda acham que aquilo que era praticado aqui vai retornar. Se isso for mantido até o mês de outubro, eles vão ter que procurar outro local para praticar isso, porque aqui eles não vão conseguir.

A Internet e o Desaparecimento de Adolescentes


Por Tito de Morais

Nos dias que antecederam o Natal, a relação entre a Internet e o desaparecimento de adolescentes voltou a ser notícia na comunicação social. Um jovem adolescente de 14 anos, aluno da EB 2,3 Luís Sttau Monteiro, em Loures, esteve desaparecido de 15 a 22 de Dezembro. Que lições tirar desta história?

Sempre houve adolescentes a fugir de casa. As motivações podem ser diversas. Por exemplo, o desaparecimento de jovens adolescentes perto do fim de períodos lectivos é relativamente comum. São geralmente casos associados a receios por parte dos jovens à reacção dos pais a prováveis fracos resultados escolares. No entanto, tais casos acontecem mais vezes perto do fim do 2º e sobretudo do 3º período que do primeiro, como é agora o caso. Outro aspecto relevante para este caso, é o facto do jovem ser geralmente considerado como um aluno exemplar que esperava obter nota máxima a cinco disciplinas. Então, se não era pelas notas, porque desapareceu ou porque fugiu?

Vida Dupla?
Segundo uma reportagem da TVI sobre o assunto, após o desaparecimento os pais aperceberam-se que o filho tinha uma vida paralela. Como exemplo refere-se que tinha duas contas de email, uma conta no Twitter e outra no Facebook e "ainda lhe sobrava tempo para alimentar quatro blogs". No meu ponto de vista, nada de anormal para um jovem de 14 anos. Se fosse por isso, muitos de nós, teríamos "vidas paralelas". A questão deve incidir não nesse facto, mas no conteúdo que se partilhava nessas contas. Nem mesmo o facto de trocar mensagens com estranhos, o que segundo a reportagem esteve na origem de um mês de castigo sem computador, será alarmante. Alarmante sim, será o que é referido na notícia da TVI24 onde se diz que "há uns meses Igor foi surpreendido pela mãe em actos íntimos em frente ao computador". Esse sim, é um comportamento de risco. Sobretudo se associado a contacto com estranhos.

Aliciado?
Acredito que seja isso que leve o Pai a afirmar que "os contactos que mantinha pela Internet estão por detrás do desaparecimento". Na realidade, ao ler que o jovem havia sido surpreendido pela Mãe em actos íntimos em frente ao computador, não pude deixar de pensar num caso que acompanhei. O caso da "Diana" que após partilhar imagens da sua intimidade com estranhos através da Internet, foi chantageada para um encontro presencial que chegou a acontecer, mas acompanhada à distância pela Polícia Judiciária que procedeu à detenção da pessoa que a chantageava, antes que algo pior pudesse acontecer. A história da "Diana" teve este desfecho positivo, porque a jovem confidenciou o seu caso a dois amigos que a convenceram a relatar o sucedido à Mãe. A história da "Diana" foi relatada pela Mãe à revista Visão e é um excelente exemplo que os Pais e Professores podem usar para abordar o assunto com os filhos e alunos. "Grooming: Aliciamento e Sedução de Menores" é outro artigo que pode ser usado por Pais e Professores para sensibilizar os seus filhos e alunos para o tema do aliciamento sexual de menores através da Internet. "Pirâmides de Confiança" é outro artigo que também pode ser útil para ajudar a perceber a distinção entre os diversos tipos de contactos que estabelecemos através da Internet. "7 Aspectos a Considerar na Sua Vida Online" é ainda outro artigo relevante para percebermos como aquilo que publicamos e partilhamos se pode virar contra nós. Daí que seja da maior importância, pensar antes de publicar.

Amiga?
Na notícia "PJ esteve em contacto com jovem desaparecido que regressou ontem", o Diário de Notícias refere que "as averiguações levadas a cabo pela Polícia Judiciária apontam no sentido de que Igor terá passados os últimos dias na casa de uma amiga, em Lisboa". Poderá ser uma possibilidade, que aliás cheguei a considerar em declarações que fiz à TVI apelando ao jovem que contactasse a esquadra da PSP ou da GNR mais próxima ou o serviços SOS Criança Desaparecida através do telefone 116 000 (chamada gratuita). Se esteve em casa de uma amiga, ou esta é maior de idade e deve ser responsabilizada, ou, sendo menor, os seus pais, em casa de quem presumivelmente se encontraria, tiveram um comportamento irresponsável. Estas são possibilidades. Mas a possibilidade do jovem ter sido aliciado a exibir-se em actos íntimos através da webcam - como foi referido pelo Pai - e em resultado do registo vídeo ou fotográfico dessas imagens ter sido vítima de chantagem para se encontrar pessoalmente com quem o chantageou, é uma hipótese que não deve ser descartada. O facto do jovem ter regressado sem o seu portátil e recusar-se a dar o telemóvel ao Pai, como refere o Público na notícia "Igor regressou faminto e sem dar pistas sobre quem o terá aliciado a fugir de casa", serve para qualquer uma das possibilidades.

Aliciamento Não é Crime?!
Ao noticiar "Igor volta para casa "com muita fome", o jornal Correio da Manhã atribui ao Pai do jovem, as seguintes declarações: "a Polícia Judiciária não usou todos os meios ao seu alcance" e "Disseram, na minha cara, que não podiam fazer nada porque era um desaparecimento e o crime de aliciamento na internet não está tipificado". Não poder fazer nada por se tratar de um desaparecimento, é ridículo e não corresponde minimamente à realidade do como deve ser. Por outro lado, de facto, o crime de aliciamento sexual na Internet não está tipificado - mais uma oportunidade perdida na última revisão do Código Penal - mas, não sendo jurista, quer-me parecer que o Artigo 170º (Importunação Sexual) se pode aplicar a este caso. E isto será o mínimo, porque poderá haver suspeitas de outro tipo de crimes.

"Especialistas"
Antes de terminar, não quero deixar de manifestar a minha estupefacção pela forma como o psicólogo-clínico Prof. Quintino Aires abordou este caso na rubrica "Registo Criminal" na edição de 22 de Dezembro do programa "Companhia das Manhãs", na SIC.

Se a masturbação é um acto normal, considero no entanto tratar-se de um acto íntimo. Praticá-lo frente a uma webcam é o mesmo que fazê-lo em público, arriscando-se que terceiros façam um registo fotográfico ou em vídeo e que possam usar esse registo para chantagem. Quero crer que o Dr. Quintino Aires "caiu de pára-quedas" no programa sem qualquer informação prévia sobre o caso e que pouca atenção deu ao depoimento do Pai, prestado na sua presença e antes do seu. Lamentável, pré-concebido e muito pouco ajuízado, em minha opinião.

Por fim, a todos os leitores que lidam com adolescentes ou pré-adolescentes, recomendo a leitura das "Dicas de Segurança Para Adolescentes" que figuram neste documento. Trata-se da versão Portuguesa de um documento preparado com base em investigação credível pelo Centro de Investigação de Crimes Contra Crianças da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Patrimônio - Assaltos a bancos causam pânico no interior da Bahia



Dois assaltos a agências do Banco do Brasil registrados nesta quarta-feira (19/01) causaram pânico em dois municípios do norte da Bahia: Remanso, a 770 quilômetros de Salvador, na divisa com o Piauí, e Sítio do Quinto, a 405 quilômetros da capital baiana, na divisa com Sergipe.

Na primeira ação, ocorrida durante a madrugada, cerca de 15 homens, divididos em três caminhonetes, invadiram a agência do BB que fica dentro da prefeitura de Sítio do Quinto. Eles levaram o cofre e o caixa eletrônico da agência, onde havia cerca de R$ 200 mil. Para impedir uma reação, os homens atiraram contra o módulo da Polícia Militar do centro da cidade e contra casas vizinhas do prédio da prefeitura antes da fuga. Ninguém ficou ferido.

Em Remanso, um grupo de dez homens, vestidos com fardas policiais e em duas caminhonetes identificadas com adesivos da corporação, assaltaram os caixas da agência do BB localizada no centro da cidade. Na fuga, os ladrões chegaram a trocar tiros com policiais e fizeram três reféns, dois deles PMs, que foram libertados pouco depois. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, nesta quarta-feira eram feitas buscas para tentar localizar os criminosos.

Com as ações, já são quatro os assaltos a bancos realizados no interior da Bahia este ano. Em um deles, no município de Iaçu, 271 quilômetros a oeste de Salvador, no dia 4, um funcionário do BB chegou a ser ferido com um tiro, mas sem gravidade. Na última sexta-feira, a SSP apresentou os dez acusados de terem participado deste assalto. Eles estão detidos em Salvador.



Fonte: Agência Estado

Segurança - Segurança privada prejudica políticas públicas

A segurança privada é um dos setores que mais crescem no mundo. No Brasil, o contingente de agentes de segurança oferecido por empresas já supera o contingente de profissionais do ramo oferecido pelo Estado.

Dados como este, no entanto, representam um problema para as políticas de segurança pública do país, segundo afirma o cientista político André Zanetic, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, pois não existe comunicação ou qualquer regulação nas relações entre os setores privado e público no Brasil, dificultando o planejamento de ações de combate à violência.

– A regulação é extremamente necessária, pois se trata de uma questão de política pública.

Atualmente, não existe nenhum protocolo de cooperação entre as forças de segurança, ou que determine quem comandará determinada ação.

– Isto representa um grande problema se pensarmos que o contingente da Segurança Privada supera as Forças Públicas no país –, analisa Zanetic.

Segundo ele, a segurança privada necessita de informações públicas para funcionar bem, ao mesmo tempo que os órgãos de segurança pública precisam obter acesso aos dados das ocorrências em locais monitorados por empresas privadas para conseguirem monitorar índices de violência e planejar ações ao longo prazo.

– Em uma universidade, verificou-se que seu corpo de segurança tinha mais informações sobre ocorrências do que a Secretaria de Segurança Pública –, exemplifica o pesquisador, que também utilizou um condomínio residencial na Grande São Paulo e um shopping center na capital paulista como objeto de estudo.

– Isso dificulta no monitoramento dos índices de criminalidade da região e na ação da polícia na área.

Para o sociólogo, a relação entre as duas forças de segurança deve ser de complementariedade para ser benéfica para a população.

– Caso haja troca de informações entre os dois setores a sociedade só tem a ganhar, como já se provou em países como Estados Unidos e França. Mas para isso é necessário uma regulação deste diálogo –, aponta.

Entre os problemas que a falta de regulação e a falta de diálogo entre as forças de segurança públicas e privadas podem gerar estão o mal uso de armas de fogo, o treinamento deficitário de pessoal nas empresas privadas e o mercado informal, também conhecido como “bico”.

– O bico mexe com a estrutura organizacional da polícia: altera escalas de trabalho e interfere na produtividade do agente público.

A ausência de um manual de procedimento, que estipule as funções e os limites dos setores públicos e privados de segurança, causa “choques operacionais” nas estruturas das Forças Públicas e no planejamento de suas ações.

– Muitas vezes, por falta de recursos, áreas monitoradas por empresas de segurança são esquecidas pelo setor público. Percebe-se isso em locais como grandes condomínios de residências, que não são considerados no planejamento de políticas públicas de segurança, porque o setor público não enxerga mais estas áreas como sua responsabilidade ou porque não possuem informações sobre as ocorrências nestas regiões –, relata Zanetic.

Como solução para o problema o pesquisador aponta a criação de Fóruns conjuntos, que contém com a participação da Federação Nacional de Segurança Privada e as esferas de governo (Municipal, Estadual e Federal).

– Precisamos de um órgão de regulação das ações e políticas de segurança pública no país. Com isso, aumentaríamos muito a eficiência de nosso contingente e a qualidade de vida da população –, conclui Zanetic.



Fonte: Correio do Brasil

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Traficante recebe voz de prisão, infarta e morre

Foto: Blog do Anderson


Um homem em liberdade condicional, suspeito de ser o autor de um homicídio, recebeu voz de prisão em uma loja no comércio de Vitória da Conquista nesta sexta-feira (14), não resistiu à tensão e acabou morrendo com um infarto fulminante. João de Jesus Silva, conhecido como João Cabeça, foi preso por policiais civis que já estariam de olho no suspeito. Ele teria cometido um homicídio com sinais de tortura próximo ao kartódromo do município. Ao receber o anúncio da prisão, João Cabeça começou a suar frio e passar mal. Uma ambulância chegou a socorrê-lo mas ele acabou morrendo no caminho para o Hospital Geral de Vitória da Conquista. De acordo com o delegado Neuberto Costa, o infartado já era fichado por tráfico de drogas, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. Ele estava em liberdade provisória, e era considerado como um dos maiores traficantes de drogas da região. Com o tamanho da ficha, há quem diga que foi a justiça divina que se antecipou a ustiça dos homens e acertou as contas com João Cabeça.


Fonte: www.bahianoticias.com.br

Patrimônio - Remediar ainda é opção da maioria

Profissionais da área de segurança afirmam: maior parte da população só procura instalar equipamentos como alarmes em casa após sofrer algum tipo de ataque de ladrões.

Sabe aquele ditado que diz “é melhor prevenir do que remediar”? Pois é. Quando o assunto é segurança doméstica, ele passa longe de ser colocado em prática.

É o que observam os profissionais do ramo de segurança. "Posso dizer que 90% das pessoas que procuram algum equipamento só fazem isso depois de sofrerem algum dano", conta Ricardo Lopes, 34, proprietário da empresa bauruense Alargêmeos, que há 11 anos trabalha com instalação de cercas elétricas, alarmes e monitoramento.

“As pessoas, em geral, ainda não têm essa cultura de prevenção”, completa Vanderlei Gonçalves Cornélio, 42, proprietário da Sheriffs.
Um exemplo é o caso da família de Diva Simionato, 70.

Há cerca de 3 meses, a dona-de-casa estranhou o comportamento de sua cachorra, a Bambina, que não parava de latir. Todos na casa já dormiam.

Sem imaginar que algo de ruim poderia estar acontecendo, Diva colocou a cachorra no quintal e voltou para a cama.

No dia seguinte, veio a surpresa: a porta da sala da casa havia sido arrombada. "A gente nunca acha que vai acontecer", conta Diva.

Como a porta tem uma proteção de metal na parte de dentro, o invasor não levou nada. Mas a partir de então, a família passou a ficar atenta. "Ficamos assustados porque nunca havia acontecido nada assim", conta.

Para que pudessem voltar a dormir tranquilamente, Diva, o marido e o filho decidiram instalar um alarme monitorado na casa.

Os sistemas de alarme podem funcionar com ou sem monitoramento.
Quando monitorados, disparam um alarme direto na central da empresa de segurança. De lá parte uma viatura que vai até o local conferir o que está acontecendo na residência e aciona a polícia, caso seja necessário.

Há três tipos de sistema de alarme: para lugares fechados, semi-abertos e abertos.

As opções para quem quer se proteger são muitas. As mais comuns são as cercas elétricas, que hoje estão presentes em grande parte das residências e apresentam baixo custo de instalação - em média R$ 500.
"Os clientes tem procurado por novidades", afirma Vanderlei.

No mercado, o que há de mais novo são os sistemas integrados, que unem alarmes, monitoramento e até rastreamento dos veículos da família.

E mais: as imagens podem ser acessadas de qualquer localização, basta haver um computador ou celular com acesso a internet.
Apesar da procura por este tipo de serviço acontecer somente após o cliente sofrer algum dano, tanto Vanderlei quanto Ricardo percebem claramente o crescimento do setor.

“Se há 11 anos as lojas de Bauru instalavam cerca de 50 equipamentos por mês, hoje esse número gira em torno de 500”, comemora Ricardo.

Vizinhos são aliados

Há 3 anos, a veterinária Roberta Letícia Marques Ramos, 38, chegou em sua casa e notou algo diferente: havia pessoas estranhas lá dentro.

Percebendo a chegada da dona da casa, os invasores fugiram sem levar nada.

Assustada, Roberta decidiu instalar uma cerca elétrica e um sistema de alarmes na casa. "Depois disso nunca mais descuidei", diz.

Roberta é proprietária de uma clínica veterinária em Bauru, e tem também uma clínica de acupuntura em Águas de São Pedro.

Como viaja para lá todo fim de semana, optou por garantir a segurança da casa e da clínica por meio dos equipamentos de segurança e monitoramento.

Na clínica, além de alarmes há câmeras de segurança. Assim, Roberta pode viajar tranquila. “Tenho acesso a tudo que acontece lá dentro”, conta.

O capitão Paulo Cesar Valentim, que comanda o 1º Batalhão da Polícia Militar em Bauru, lembra que há alguns cuidados que podem ser tomados para prevenir surpresas desagradáveis ao retornar de uma viagem.

"É importante ter contato com os vizinhos, eles podem ajudar nos cuidados com a residência", afirma.

Algumas recomendações já são bastante conhecidas, como não deixar jornais e revistas se acumularem no quintal. Para isso, basta pedir que alguém os recolha ou então suspender o serviço de entrega durante o tempo em que estiver fora.

Outra dica é pedir que alguém acenda as luzes durante a noite. Essas medidas evitam a aparência de casa vazia, que atrai criminosos.

O capitão lembra ainda do serviço de ronda programada que em Bauru existe há mais de 10 anos e funciona da seguinte forma: a família que vai viajar deve procurar a base comunitária da Polícia Militar mais próxima de sua casa e fazer um cadastro.

As viaturas passam então a vigiar a área durante o período da viagem.
Sobre os sistemas de alarme, Ricardo, da Alargêmeos, lembra que para evitar chamadas falsas o cliente precisa tomar alguns cuidados, principalmente com relação aos sistemas de alarme para ambientes fechados: não deixar portas e janelas abertas, nem animais de estimação circulando pelo local.



Fonte: Agência Bom Dia

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

EPI - BASF realiza treinamento de uso correto e seguro de EPIs

A Basf em parceria com a Fundação Chapadão realizaram ontem, dia 06 de janeiro, mais um treinamento e requalificação de toda equipe de funcionários e estagiários sobre o manuseio de defensivos agrícola e do uso correto e seguro dos Equipamentos de Proteção Individual, chamados EPI’S.

Este treinamento ocorre todos dos anos no decorrer de cada safra e fica sobre a coordenação do setor de Fitossanidade na pessoa do Pesquisador Germison Tomquelski. Para o treinamento deste ano foi convidado o técnico especialista em uso de equipamentos de proteção individual e manuseio de defensivos agrícolas da empresa BASF, o Engo Agro Luiz Antonio Braga Gimenez. Gimenez abordou a necessidade do uso de cada equipamento de proteção, desde a vestimenta, a lavagem, a guarda e o zelo do EPI, comentou também da importância do manuseio correto dos defensivos, do armazenamento adequado, do transporte e do descarte das embalagens, lembrou ainda que o Brasil é exemplo mundial quanto ao destino adequado das embalagens vazias de defensivos.



Ao iniciar o treinamento o Pesquisador da Fundação Chapadão Germison Tonquelski, disse que um dos maiores legado da Fundação é investir na capacitação de seus colaboradores e estagiários e que estes tem a função de fazer uso dos conceitos ensinados e promover a multiplicação destes conceitos quanto ao manuseio e uso correto dos defensivos e epi`s.


Fonte: Jornal O Correio

Bancos - Assaltos a banco mataram 23 pessoas em 2010, segundo Contraf-CUT




Para dirigente, números mostram descaso e falta de investimento em segurança.

São Paulo – Em 2010, 23 pessoas foram mortas em assaltos a banco em todo o país, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Entre as vítimas, oito eram vigilantes, dois policiais e um bancário.

São Paulo lidera a lista dos estados, com cinco casos. Depois aparecem Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro com três casos cada, seguidos por Pará, Pernambuco, Minas Gerais, dois cada. Bahia, Maranhão e Distrito Federal têm uma ocorrência cada.

Para o diretor da Contraf e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancárias, Ademir Wiederkehr, a média de quase duas mortes por mês é preocupante. "A estatística comprova o descaso e a escassez de investimentos dos bancos em medidas e equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros, bem como revela a precariedade da segurança pública diante da falta de mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas", afirmou.

Do total dos assassinatos, dez foram de vítimas da "saidinha de banco", quando o cliente é abordado pelos criminosos logo após sacar dinheiro no caixa. O caso mais recente é do soldado do 12º BPM Antônio José de Souza, 46 anos, que foi assassinado a tiros por um motociclista em dezembro na saída de uma agência em São Gonçalo (RJ).

Wiederkehr acredita que são necessárias ações de segurança mais eficientes. "Os estabelecimentos não podem ser vulneráveis, senão expõem ao riso a vida de bancários, vigilantes, clientes e usuários, além de transeuntes e outras pessoas que acabam sendo vítimas de quadrilhas cada vez mais atrevidas e aparelhadas, inclusive com explosivos", alerta.

Entre as medidas preventivas, segundo o diretor, está dificultar a visualização de terceiros nas operações feitas pelos clientes. " É necessária a instalação de divisórias individualizadas e biombos entre a fila de espera e os caixas, além de portas de segurança com detectores de metais, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real e vidros blindados nas fachadas", pontuou.


Fonte: Brasil Atual

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tecnologia - Câmeras de identificação de placas tem o objetivo de diminuir roubos e furtos

Nos tempos atuais, em que vivemos com a profusão de câmeras nos filmando o tempo todo, é quase um clichê se lembrar do livro "1984", de George Orwell, e pensar no "Big Brother" (Grande Irmão), que tudo vê e parece tudo saber.
Mas nem sempre a vigilância constante em que se vive no século XXI pode ser considerada nociva ou invasão de privacidade.

Inspirada em iniciativas de outras cidades brasileiras, a prefeitura de Volta Redonda - através do Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública) e em parceria com as forças de segurança como a Polícia Militar - planeja implantar até o meio do ano o Sistema de Reconhecimento de Placas por OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), que tem por objetivo reprimir o roubo e furto e veículos no município, além da possibilidade de desbaratar outros tipos de atividades criminosas. Serão nada menos que 81 câmeras espalhadas em pontos estratégicos da Cidade do Aço para coibir ações criminosas.

Segundo Edson Ladeira, funcionário da EPD (Empresa de Processamento de Dados, responsável pela empreitada) e assessor da prefeitura para novas tecnologias, a idéia do sistema surgiu ainda em 2008, em razão da preocupação do Executivo municipal com a segurança da população.- Nosso objetivo é fazer um reconhecimento das placas dos carros em vários pontos do perímetro urbano usando a tecnologia OCR.

As câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade vão fotografar as placas dos veículos quando estes passarem pelos Pontos de Controle, e um programa de computador ativado pelos laços de indução (sistema de comunicação eletromagnético) fará o reconhecimento da imagem. Se houver alguma restrição policial, o caso é repassado para a Polícia Militar ou a força de segurança apropriada - explicou Ladeira.

Segundo o assessor, o sistema não será usado para apurar se o veículo fotografado possui irregularidades como taxas atrasadas ou ser multado por infrações de trânsito. A principal meta da iniciativa, graças à interligação com os sistemas do Detran (Departamento de Transportes do Estado do Rio de Janeiro) e da DRFA (Delegacia de Roubo e Furto de Automóveis), é inibir a criminalidade.

- O motorista que tiver o seu carro furtado em determinado ponto da cidade pode ligar para o Ciosp e, a partir do local em que aconteceu o crime, as câmeras irão identificar o automóvel furtado casso ele passe por algum dos Pontos de Controle. Com a identificação feita, as viaturas policiais mais próximas poderão fazer o cerco ao veículo - exemplificou.
Além das situações referidas, todo o sistema também pode ajudar na prevenção a crimes como o tráfico de drogas a partir de denúncias ou mesmo fruto do serviço de inteligência policial.

Veículos com criminosos podem ter seus trajetos monitorados, por exemplo, até locais como esconderijos de traficantes ou pontos de receptação de bens roubados, como ferros-velhos. - Buscamos, dessa forma, usar a informação junto com a inteligência da Polícia para diminuirmos a estatística desses crimes - assegurou.

Vantagens

O tenente Paulo Victor Guimarães, do 28º Batalhão da Polícia Militar, é um dos oficiais que participaram das reuniões com o pessoal de EPD e outras forças de segurança pública para desenvolverem o todo o projeto, e destacou algumas das vantagens do sistema de identificação. - Com certeza teremos a diminuição do número de furtos, a exemplo de outras cidades. As apólices de seguro também ficarão mais baratas, com a diminuição do risco - destacou, salientando que a PM auxiliou o governo municipal na definição dos locais onde as câmeras serão instaladas.

Tanto a PM quanto a EPD trabalharam juntas no desenvolvimento do projeto, que está em fase de teste no bairro Retiro. De acordo com Edson, o software a ser utilizado está em fase de licitação; como parte do equipamento já foi comprado, as primeiras 20 ou 30 câmeras - de um total de 81 - já devem estar instaladas até março, com o restante entrando em funcionamento até meados do ano.

- O sistema vai funcionar de forma ininterrupta, em qualquer situação climática. As câmeras já compradas vão passar por um processo de homologação justamente por isso - garantiu Ladeira. O tenente da PM destacou outro ponto positivo da iniciativa. - Acredito que Volta Redonda seja pioneira no país na integração do sistema e no alcance, já que as 81 câmeras vão abranger todo o perímetro urbano da cidade - declarou.

Segundo o funcionário da EPD, todo o sistema (que utiliza a rede de cabos de fibra óptica já instalada pela prefeitura) é restrito e poucas pessoas terão acesso às informações apuradas através das câmeras, e os dados e fotos ficarão arquivadas indefinidamente. - Sentimos a necessidade de agregar ao Cios outras ferramentas que ajudem na questão a segurança pública, e o Sistema de Reconhecimento de Placas por OCR faz parte desse nosso objetivo. Tenho confiança de que a sensação de segurança por parte dos moradores vai aumentar - acredita.

Se todo o sistema funcionar de acordo com os planos do Ciosp, será o caso dos criminosos - ao contrário do filme de Stanley Kubrick, "De Olhos bem Fechados" - ficarem de olhos bem abertos para não caírem no braço forte da lei.


Fonte: Diário do Vale

Danos morais - Banco deve pagar indenização por assalto dentro da agência

O TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1a Região) manteve sentença de primeira instância e condenou a CEF (Caixa Econômica Federal) a pagar indenização, por danos materiais e morais, por assalto ocorrido no interior de agência bancária. Ficou provado que a autora tentou efetivar depósito dentro da agência da Caixa Econômica Federal, momento em que foi assaltada.A CEF entrou com recurso de apelação, argumentando não ter dado causa ao roubo e tampouco ter sido negligente. No recurso, afirmou que a mera alegação de sofrimento de danos, sem prova, não enseja condenação para pagamento de indenização, a qual acredita ser exorbitante. O banco alegou ainda que a autora não passou por constrangimento algum e requereu redução do valor da indenização.

O relator, juiz federal convocado Rodrigo Navarro de Oliveira, explicou que, no caso do dano moral, a jurisprudência tem concluído pela presunção do prejuízo, mediante prova da existência do fato que o gerou. O juiz afirmou também que, apesar de entendermos que dano moral é o sofrimento íntimo, sem correspondência direta a valores materiais, a ordem jurídica concorda que esse tipo de dano deve ser reparado materialmente.

Além disso, o relator explica que o fato ocorrido ficou provado nos autos. A autora tentou efetivar depósito dentro da agência da Caixa Econômica Federal, mas não conseguiu em face da ação de assaltante.

O magistrado, com base na Lei 7.102/83, regulamentada pelo Decreto 89.056/83, entendeu que a CEF deixou de adotar as medidas de segurança estipuladas pela lei, facilitando assim o acesso dos assaltantes, o que ocasionou o furto e consequente assalto à vítima. Deve ser, dessa forma, reconhecida a responsabilidade civil da instituição bancária.


Fonte: Última Instância